"Artistas de Itararé, Cidade Poema"

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Capital Artístico-Cultural Boêmica do Sul de São paulo

BLOGUE ARTISTAS DE ITARARÉ CHÃO DE ESTRELAS

"Artistas de Itararé, Chão de Estrelas"

Contatos: artistasdeitarare@bol.com.br

Clã dos Fanáticos Por Itararé, Cidade Poema

Palco Iluminado de Andorinhas Sem Breque

Os Dez Maiores Artistas de Itararé, Ano 2011

Dez Maiores Artistas de Itararé















01)-Maestro Gaya







02)-Jorge Chuéri







03)-Irmãs Pagãs







04)-Paulo Rolim







05)-Silas Correa Leite







06)-Paschoal Melillo







07)-Rogéria Holtz







08)-Dorothy Janson Moretti







09)-Regina Tatit







10)-Armando Merege







Itararé, Bonita Pela Própria Natureza

Itararé, Bonita Pela Própria Natureza
Nosso Amor já Tem Cem Anos

sábado, 21 de setembro de 2013

GOTO, Romance de Silas Correa Leite




Resenha Critica
GOTO, Novo Romance de Silas Correa Leite
GOTO - A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé
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Os seres humanos me assombram
Markus Zusak

Prosseguindo na sua bela carreira já provada brilhante, arrojada, sempre com surpreendentes idéias novas e fora do comum, o literato premiado Silas Correa Leite lança seu vigésimo livro, e, desta feita um Romance de mais de 400 páginas, denominado GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé. Uma obra literária que evoca a fauna ribeirinha de uma cidade boêmia, Itararé, terra do autor, com seus tantos eméritos contadores de causos do arco da velha, em que um estouvado menino deficiente físico ao ganhar idade fica com a missão de imitar o pai e levar passageiros no barco Faísca de Aladim do lado paulista do Rio Itararé, à uma cidadela no Paraná, Bom José da Versalhada que mais parece uma cabeça de burro.
O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e começam a acontecer coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua platéia pais naquele ermo rural.
Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que vêm no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente.
Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. Silas novamente surpreende nesse romance que levou cinco anos para ser elaborado, e os causos do arco da velha surpreendem ainda mais, mais a alma do menino sendo revelada assim como vão revelando, como o rio-alma do lugar para lá de um recanto rural em que o Judas perdeu o All-star.
Você se delicia com o alto estilo peculiar do autor na narrativa garbosa, com os causos que trazem a fala ribeirinha do contador náutico, mais as alegrias e tristezas disso, quando o lugar também começa receber gente que não são dessas paragens. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos e tudo mais.
Goto é isso: um romance literalmente de peso. O autor faz uma leitura territorial, humana e algo fantástico bem condizente com seu estilo e sintaxe própria, como se o lugar fosse assim uma espécie de encruzilhada de outra dimensão. Goto, feminino de gota, e sua história de vida, um inocente, puro e simples ser humano querendo andar nas palavras, saltar pocinhas nas falas, calcanhar de frigideira, andar de segura peido, e a cobrar além do custo da empreita pela viagem no rio Itararé, também um causo, uma história de lambuja, uma fala mansa para depois seu bico doce retratar empostando voz aos genitores. Silas Correa leite vai narrando as acontecências e lendo a alma-água do menino, pondo o leitor fervoroso a indagar o que é aquela tal contação de todo santo dia, o que realmente GOTO é ou pode ser, o que aquele lugar marcado de curva de rio fez dele, o que ele mesmo sonhou, sentiu, pensou e fez de si mesmo – na alma, no coração, no espírito, no psicossomático por décadas levando e trazendo o que mal sabe o que é ou ao é. A mãe submissa, o pai interesseiro, o rio com altas e marés e a canoa também meio encantada já conhecendo a fala do dono, e vai o romance bem proseado, como se fosse o autor, ele mesmo, uma espécie assim de Goto também.
História com começo, meio e fim, muito bem tramada, gostosa de se ler, densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe do autor apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, mais aparecimento de moedas franceses do tempo de Debret e Saint Hilaire (que passaram por Itararé) dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro.
GOTO ainda vai ser reconhecido como um dos melhores livros lançados por Silas Correa Leite. Jean-Paul Sartre dizia que ninguém é escritor por haver decidido dizer alguma coisa, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Assim é Silas Correa Leite nessa obra prima que é O GOTO. Bem-vindo à lenda do reino encantado do barqueiro noturno na terceira margem do rio Itararé.
O livro está à venda como ebook ou como livro impresso no site:

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Antonio T. Gonçalves

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

LIVRO O TAL DA POESIA DO TAL DO POETA DE ITARARÉ SILAS CORREA LEITE

LIVRO O TAO DA POESIA DE SILAS CORREA LEITE






Poemas confeitos, como jujubas; guloseimas com sal e açúcar de elevar o espírito. O Tao da Poesia traz reflexões lítero-poéticas do autor, escritas ao longo de quase cinquenta anos lendo, pensando, sentindo, contemplando e criando. A vida, os paradoxos dela. O céu e o inferno aqui mesmo. Viver é lutar mas também é elevação, e a arte pode ser uma escada para o céu, assim como a poesia é um canal até filosófico de conceitos, líricas e pertencimentos. Feito um 'Silasbashô' tropical, feito um livre pensador que trabalha a poesia como fermento, inspiração e técnica de aproximação consigo mesmo, o autor assenta poemas que fazem pensar, que tocam, evocam e fundamentam releituras desde o que somos, de onde viemos, para onde vamos, o que é uma alma, um espírito, um ser em floração, um coração, tudo ornando a filosófica arte poética com sintaxe toda própria, mais a elevação espiritual que se espera de uma leitura de primeira grandeza. O TAO DA POESIA é um mosaico de poemas, um sachê de versos esplendentes, para dar sustentação ao ser enquanto humano e enquanto buscador. Na casa do Pai há muitas moradas? Tao é o caminho, e, aqui, poeticamente, uma videira, uma trilha, entre o sal e o açúcar, entre crisântemos e a própria busca do arco-íris dentro de nós mesmos.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013



Código do Itarareense-Andorinha

01)-Itarareense não tem pais. Faz do Céu de Itararé e da Terra de Itararé, seus pais, sua família, seu lar terreal, e em Itararé se sente dentro do seu próprio coração 02)-Itarareense não tem casa. Faz da aldeia Itararé o seu ninhal, a sua casa, e a leva na alma, na mente, no coração, como uma honra, um orgulho, uma bandeira 03)-Itarareense não tem poder divino. Faz de seu amor por Itararé, o seu poder divinal, com a graça de Deus
04)-Itarareense não tem pretensão. Faz da própria iluminura pessoal por Itararé, a verdadeira pretensão de amor e paz 05)-Itarareense não tem poderes mágicos. Faz de sua personalidade especial de Itarareense, os seus poderes mágicos, encantados pelo prazer de viver com humor e contenteza
06)-Itarareense não tem vida ou morte. Faz das duas umas, tem Itararé, de Itararé veio e para Itararé irá, então essa é a sua maravilhosa vidamorte, pois sabe que abençoadamente será Itararé um dia 07)-Itarareense não tem visão. Faz da luz e do relâmpago que conecta o céu com a terra, a sua visão telúrica como um vôo para o celeiro cósmico, eterno, infinital
08)-Itarareense não tem audição. Faz da sua sensibilidade espiritual, seus ouvidos, pois Itararé é forfé, é letral, é harmonia, melodia e ritmo
09)-Itarareense não tem língua. Faz da prontidão para o diálogo boêmio, o rebite da dialética sobrevivencial, por intermédio de sua língua chã 10)-Itarareense não tem luz. Faz de Deus a sua defesa, e de sua fé o seu baluarte de salvação em seu rincão natal, o seu paraíso de paz e luz como santuário
11)-Itarareense não tem estratégia. Faz do direito à vida o seu dever de salvar vidas também, pelo direito sagrado de ser feliz como eixo norteador, sendo essa a sua magna estratégia e orquestração
12)-Itarareense não tem projetos. Faz do apelo à imaginação o seu sonho, o que torna sua espiritualidade rica, como um soma para um interativo projeto de construção de uma vida melhor, um mundo melhor, uma peregrina busca evolutiva de todos por todos, todos por um e o uno, razão e fim, é a Estância Boêmia de Itararé
13)-Itarareense não tem princípios. Faz da adaptação a todas as circunstâncias, o seu próprio princípio e conceito existencialista de conviver e viver com solidariedade 14)-Itarareense não tem tática. Faz da aceitação da escassez e da abundância, uma coisa só, uma tática de semear constantemente, no amor e na dor, servir sempre, prosperar e enriquecer inclusive em conhecimento, conteúdo e ainda em filosofia, até porque, a magnífica grandeza de Deus usa os boêmios para confundir os sábios 15)-Itarareense não tem talentos. Faz de sua hilária imaginação fértil, um talento laborioso de edificar com graceza e prazeirança a suntuosa árvore da vida 16)-Itarareense não tem amigos. Faz de sua mente e de seu coração, sua arca vivencial por um humanismo de resultados, portanto sabe que toda vida na face da terra e do céu, é uma alma amiga
17)-Itarareense não tem inimigos. Os inimigos é que os têm
18)-Itarareense não tem armadura. Faz da benevolência, da caridade e da ética plural-comunitária, a sua armadura, e sabe que viver é lutar, então não foge à luta 19)-Itarareense não tem espírito. Faz do território pluridimensional de todas as vidas, o seu campo de lavanda, onde a perseverança é sua área de sobreviver, sua busca para dar frutos, dar flores, semear poemas e serestas
20)-Por fim, Itarareense não tem paraíso, até porque, Itararé não é um lugar, é uma terra da fantasia, uma terra do nunca (nunca a esqueceremos), Itararé é um lirial celeste aqui mesmo, Itararé é uma idéia, um triunfo, um estado de espírito. No campo de estrelas de Itararé, fazemos nosso céu, nosso abençoado chão, porque o que somos é a grande raiz de onde viemos, e para onde formos levamos quem amamos, então, se do céu de Itararé viemos, ao chão de Itararé voltaremos, esse é o perene Código Vital de todo Itarareense que é andorinha grande, andorinha sem breque, um verdadeiro Taperá!
-E quem for Itarareense que siga.
Silas Correa Leite

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Novo Livro de Silas Correa Leite, NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA




Livro de Alta Ajuda em Alto Nível


NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA

NOVO LIVRO DO POETA E PROFESSOR SILAS CORREA LEITE



Um livro para ser lido com a alma e compreendido com o espírito inebriado, pois foi escrito com o coração. Um professor escritor, poeta e ficcionista premiado, usando-se da palavra como ferramenta construtivista e sensitiva, e do criar com e energia positiva, em lucidez limpa, trabalha textos inspirados que dão sustentação, vão amparar espiritualmente e tocar sentimentos, corações e mentes. Pois NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA é um livro que fará o leitor repensar a vida página por pagina, rever conceitos com amor, com fé e esperança, enfrentando muito melhor os problemas, as dificuldades, conflitos e situações amargas. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, diz a balada romântica. Viver é lutar, disse o poeta. O autor sola silêncios, toca situações revisitadas, e ampara lucidamente pelo que narra em verso e prosa, dando assim suporte para a alma carente em busca de uma saída, uma luz, refrigerando-se a partir da leitura, coroando-se assim com um novo prisma além das enfrentações intimas. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA tem esse fito primordial: ser uma válvula de escape, ser uma saída emergente, uma busca calorosa e confortante, uma leitura rica. Você nunca mais vai ser o mesmo depois da leitura deste livro. Afinal, diz o próprio autor, “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós, Serão Flores & Frutos, e Recriarão Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA?
Quando você já não se cabe mais em si, a palavra de conforto é importante. Quando a barra pesada de viver quer provocar arrebentações; esmorecimento, tristeza e dor, você precisa se tocar, se reerguer, expandir horizontes; ganhar forças, meditando, orando, batalhando para então poder ganhar espaços em busca de paz, de luz e de esperança como inteligência da vida. Eis o livro de um autor todo especial, plantador de sonhos no canteiro das escrevivências, que sonha um humanismo de resultados. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA empolga, acalenta, diz a que veio no sentido primordial de servir e ajudar. Você vai ler e se sentir em casa, se sentir em você mesmo, se sentir de novo em si, ter um sustentáculo de incentivo e da própria palavra empenhada, para, com esperança reviçada prosseguir, remar contra a maré, vencer obstáculos, sair-se de si com grandeza e tentar outra vez que a luta é sempre e, como se diz, às vezes temos mesmo que matar um leão por dia. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA, tenha essa base narrativa primordial. Este livro veio sendo escrito ao longo de trinta anos, e os textos maviosos já serviram de conforto e incentivo de alta ajuda, em momentos preciosos em que o autor foi tocado a ajudar e se vez valer de suas palavras e narrativas, alguns trabalhos publicados em sites, jornais, revistas, fanzines, blogs, alguns até traduzidos para publicações no exterior, em outras línguas, inclusive. Os textos assim vão nominados como A Força Que Noz Alerta, Voe de Volta Pra mim, Salmo Para Uma Amiga Poeta (escrito as pressas para uma amiga que pensava em se matar) e outros. Leia o Livro. Você se emocionar, vai gostar.
Antonio T. Gonçalves

O livro NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA como ebook ou mesmo impresso, está disponível no site
OU:





domingo, 18 de agosto de 2013

ALGUNS LIVROS DE ITARAREENSES


Livros de Itarareenses, Catálogo Inicial Helio Porto


Prof. Helio Porto e o Palhaço Cordeirinho, Rádio Clube de Itararé
 
Livros de Escritores Itarareenses

Primeiro Versão de Acervo Ainda Inicial, mas Ponto de Referência Para Um Catálogo Maior, Completo

Livros que constam do Acervo particular da “Biblioteca Itarareense” pessoal do Radialista, Jornalista, Escritor, Humorista e Professor HELIO PORTO, de Itararé-SP

Vejam algumas obras e nossos autores do meu acervo particular: 1940 – Itararé! Itararé... – Honório de Sylos 1965 – Os cavaleiros do Céu – Paulo Rolim 1970 – A lenda do Rio Profundo – Leônidas Yank 1976 – 30 anos na Radiofonia do interior – Hélio Porto *1970 – Coisas da Vila & outras estórias – Zunir Pereira de Andrade Fº 1980 – A poesia Brasileira de Elisa Barreto – Paulino Rolim Correia *1970 – Apontamentos históricos de Itararé – Adriano Queiroz Pimentel 1987 – Folhas Esparsas – Dorothy Jansson Moretti 1993 – Território do Abandono – Hélio Porto 1994 – Nossa Gente – Nossa Terra e Retratando – Tere e Aparecida Mello 1995 – Sonho de um poeta – Vandico Carlos Machado 1995 – Trilhas e Iluminuras – Silas Correia Leite 1997 – As batalhas de Itararé – José Maria Silva 1998 – Manual da Separação – Edson Marques 1998 – Antologia poética de Itararé – Coletânea *1999 – Respingando – Samuel Barbosa 1999 – Nós Gêmeas - Maria Aparecida Silva Mello 1999 – Memórias de Itararé – Tere e Aparecida Mello 2000 – Vivendo - Cecília Duarte Fogaça 2000 – Recordando os velhos tempos – João Dias Tatit *2000 – Rebuscando – Florisa Ferreira Dias 2000 – Diário de uma professorinha rural – Maria Aparecida Silva Mello 2001 – Viver é vencer – Dimas Novaes de Oliveira 2002 – Itararé Navegando na poesia – coletânea 2004 – Não é bem assim – antologia espírita. 2005 – Porta Lapsos - Silas Corrêa Leite 2005 – Sitio Taquarussu - Maria Aparecida Silva Mello 2005 – A trajetória de um mestre – Moacir Medeiros Alves *2005 – De Repente 50,40,30, 20,10 – João Carlos Bueno 2006 – Porque os empresários falem – Luiz Carlos Ferreira da Silva *2008 – SOS Parem o mundo que eu quero descer – Moacir Medeiros Alves 2007 – Itararé e suas células urbanas – Hélio Porto 2007 – Dito Bé e outras estórias – Moacir Medeiros Alves 2007 – Campo de Trigo com corvos – Silas Correia Leite 2008 – Itararé na história – Lazara Aparecida Fogaça Bandoni 2008 – A natureza dos esquilos no reino encantado – Luiz Carlos F. da Silva 2009 – 116 anos, um a um - Hélio Porto 2009 – Frases que a vida ditou – Moacyr Medeiros Alves 2009 – Assim escrevem os Itarareenses – Coletânea 2010 – A aritmética passo a passo – Aneor Peres Gusmão 2010 – Entremundos – Hélio Porto 2010 – Manoelito – Reinaldo Carvalho Ramos 2010 – Canto & Conto – Luiz Carlos Ferreira da Silva 2011 – Itararé – A flor do Peabiru – Hélio Porto

Se você é de Itararé, tem obras publicadas não citadas na relação acima, mantenha contato urgente comigo, pelo fone (15) 3532 3314 ou preferencialmente pelo e-mail

helioporto@superig.com.br.

Helio Porto é jornalista com conhecida atuação em rádio, jornal e televisão. Dirigiu as emissoras de Itararé por mais de uma vez, atuou em todas as emissoras AM de Ponta Grossa (5), teve destaque na Radio Clube Paranaense com o programa “Linha Sertaneja do Paraná” com repercussão nacional. Revolucionou dirigindo a Radio Tapajós de Curitiba hoje da propriedade de Carlos Massa (Ratinho) e teve seu nome ligado a emissoras de 3 estados em mais de 15 cidades. Foi pioneiro na direção de dois jornais diários de Itapeva, mantém a revista A Minúscula ha 17 anos e atua na imprensa escrita há mais de 30 anos em diversos semanários famosos. Na televisão teve programas diários na TV Esplanada e Vila Velha de Ponta Grossa, atuou na SPTV de Itapetininga e nas TV Iguaçu, Paraná e Paranaense de Curitiba. Tem largo currículo em assessorias de Imprensa. como professor atuou no Colégio Comercial de Sengés e na Rede Palotti de Ponta Grossa e Curitiba. É experiente em Marketing tendo sido contratado pelas maiores empresas do Brasil. Como radialista tem uma personalidade corajosa e polemica.

http://revistaaminuscula.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Primeira Feira de Literatura Itarareense, Agosto 2013, 120 Anos de Itararé


 


Arte e Cultura de Itararé nos 120 Anos de Aniversário

Primeira Feira de Literatura Itarareense, Dia 23 de Agosto no Teatro Sylvio Machado

I Feira da Literatura Itarareense

Evento acontece às 19h30 do dia 23 de agosto

Através de parceria realizada com o Elos Clube e o Centro do Professorado Paulista, a Coordenadoria de Cultura da Prefeitura Municipal de Itararé e o curso de Letras das Faculdades Integradas de Itararé apresentam a I Feira de Literatura Itarareense, que compõe parte das homenagens aos 120 anos do município. Na mesma noite, o evento promove uma série de atividades destinadas ao público literato:

- Declamação de trechos do CD "Itararé na Poesia", coordenado pela ilustre Tere de Jesus Mello Martins em 2008; Apresentação de novas produções literárias locais; Intervenções teóricas sobre gêneros literários;

- Lançamento do livro de crônicas "Instantâneos", de Dorothy Jansson Moretti, e bate-papo com a autora;

- Lançamento do livro de poesias "Desvairados Inutensílios", do escritor Silas Correa Leite, e bate-papo com o autor;

- Exposição de poesias; Sessão de autógrafos.

De acordo com o Coordenador Municipal de Cultura, Murilo Cleto, "o objetivo do evento é valorizar simultaneamente as produções literárias locais do passado e do presente, num intercâmbio entre o universo acadêmico e a comunidade gestora dessas obras, que representam a materialização do intangível, neste caso, o amor por Itararé", disse.

Confira o release dos livros lançados no evento:

‘Instantâneos’, Crônicas, de Dorothy Jansson Moretti

Instantâneos é a fotografia textualizada dos momentos vividos por esta sensível observadora da vida e das circunstâncias que sua memória registrou e transformou em saborosos relatos. A leitura das crônicas Instantâneos, além do prazer que nos proporciona seu conteúdo fluente e escorreito, nos transporta à infância, aos tempos pacíficos do apito dos trens na hora certa, as festas na praça, da música nos coretos, da bola-de-meia, dos pés descalços na grama molhada, dos mergulhos nas águas turvas do rio, das pandorgas e papagaios coloridos que soltávamos no espaço enfeitando o céu como saudação à liberdade, num tempo sem bullyings, sem bandidos e sem as violências da atualidade.

E não vamos enumerar aqui esta ou aquela crônica, mas assegurar que todas elas são diamantes do mesmo quilate; testemunhos inquestionáveis do enorme talento da autora de Instantâneos, livro onde o passado e o presente se encontram na fotografia indelével das palavras. O leitor comprovará isto quando ele chegar às suas mãos.

‘Desvairados Inutensílios’, Poemas, de Silas Correa Leite

Desvairado já é uma perdição, Inutensílio um neologismo que por si só diz de quase uma errança até, pós “Porta-lapsos” (o primeiro livro de poesia do autor). Da “poética da tristeza” a uma espécie de ópera rock, no pragmatismo paradoxal de criar o vice-versos, o livro é um tabuleiro de macadames. Se, do jazz nasce a luz, como prega o próprio autor, premiado em verso e prosa, na obra ele destila o verbo, o impropério, o haikai, o terceto – Silas e suas “Siladas” -e, ainda, contentezas, em insights e closes poéticos, além de twitter-poemas. Fazer humor é coisa séria, no labirinto socrático das contundências. O Poeta é o ladrão do fogo, dizia Rimbaud.  Misturar umas e outras pode dar nisso, um desvario literário. Misturar microcontos, pensagens (pensamentos-mensagens), letras de rock ou blues elípticos (para ler, cantar, chorar), pode dar em ideia caudalosa, livral. Tudo isso cabendo nesse pocket-book como mixórdias letrais, toleimas, risos, barulhanças, voações e cantárias de ócios do oficio, pérolas aos poucos; cantagonias, pensadilhos (pensamentos-trocadilhos), sempre barbarizando o chamado “fazer poético”, ora em vislumbre niilista, ora saudoso, lustral. Inventar o inexistente é a ideia primordial de Silas Correa Leite, feitio dele. Surpreender. Evocar. Tocar sentimentos e também provocar o lado sentidor de cada leitor. Antagônico, epifânico, boêmico, ou anárquico-sentimental e com autoironia. Díspare.

Esse é o projeto do livro. Loucura e farsa. Tormentos e malabarismos criacionais. Infância deslavada (em rebeldias com guloseimas). Repúdios e disparates. Pirilâmpadas e acelerações de proximidades, com partículas de luz. Um convertido neobeatnik cervejólogo em tenebrosos tempos pós-modernos?. O autor conhece bem o lado doloroso da sobrevivência humana, ainda que tenha um sentimento profundo como fuga, no poetar entre a arte risadora, e as tentativas de abismos, por isso mesmo traz pertencimentos, entre achadouros e chorumes; com poemas-histórias-em-quadrinhos, e ainda poemas-figurinhas-carimbadas. Paletas de acontecências, muito além de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema. O cyber poeta deita falatório. Meteoritos. Toca (sola) prazeiranças líricas, contentezas barulhosas muito além das sofrências da vida. Solos de silêncio e solidão. Reflexos literários de seu lado sentidor, pensador. Poesia variada e incomensurável.  Que fio-terra é escrever? Todo é poeta assim mesmo, como o próprio autor disse no Programa Provocações de Antonio Abujamra, TV Cultura/SP, que “Corta os pulsos com poesia”. Desvairados Inutensílios é isso.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Coral Santo Antonio, Regente Elcir Melo: 17 Anos de Brilhantes Louvações


 
GALERIA NOBRE

Dezessete anos do “Coral Santo Antonio”

Brilhando Por Itararé Que Amamos Tanto

 

              O brilhante Coral ‘Santo Antônio’ da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Letras, Imagens e Musicas, foi fundado em Agosto de 1997, sob a égide do talentoso e determinado cidadão Itarareense Elcir Mello, estando em intensa e promissora atividade musical ininterrupta há mais de 16 anos, completando 17 anos em 17/08 próximo. Deveria ser homenageado pelos nobres vereadores do Palácio Vadico (Legislativo Municipal). Apresentou-se em diversas cidades da região e de outros estados, sempre com portentoso sucesso. Seu fundador e regente é o músico, Professor e Maestro Elcir Alves de Melo, que juntamente com outros componentes do Grupo permanece até hoje no grupo. Seu repertório é eclético e bem diversificado, desde o folclórico, MPB, Latino-americano, Clássicos e mesmo Sacro. Já representou Itararé em diversos eventos. Na região e em outros estados como Sengés (PR) e em Teresópolis (RJ), São Paulo, e, por duas vezes esteve classificado na final regional do Mapa Cultural - Mapa Cultural Paulista 2000 – 3º Lugar  e  2001 também o  3º Lugar, muito bem representando Itararé. Conta atualmente com 18 integrantes de primeiríssima qualidade vocal.

Conheci o Elcir em Itararé, como profissional, ser humano e “gente mais maior de grande “ como diria o artista Gonzaguinha, e toda vez que lancei livro na minha terra chã, lá estava ele dando uma força pro seu camarada e amigo Poetinha. Na última vez, no CAF, no lançamento da Antologia Assim Escrevem os Itarareenses, compareceu e justificou, ainda entristado, que tinha perdido sua mãe querida, estava de luto, mas se apresentava com o coral porque éramos amigos e a melhor maneira de homenagear sua Mãe era continuar lutando com amor e por amor, em memória dela. Para quem diz que o show tem que continuar, eis um magnânimo exemplo de luz, de fé, de amor, de fibra, de caráter, de sensibilidade e de luta.

Quando lanço livros em SP – e em breve devo lançar outro, agora o DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas – lá comparece o Coral Santo Antonio, Quando lancei Porta-Lapsos, na Casa das Rosas, Av. Paulista, então, foi um brilhante show. O ágape foi das 8 até quase meia noite, ninguém queria ir embora, o coral brilhou para orgulho e honra de Itararé, muito aplaudido, com gente chorando pelo que o coral cantava alumbrado. Um repertório e tanto. Bravo!

Vejo no Elcir, com todo respeito, uma história de luta e perseverança, em parecença com a minha. Elcir, um menino humilde, sempre estudando, respeitoso, solícito, eterno aprendiz da alma humana, fazendo da arte a sua razão de ser e de louvar a Deus, sendo sempre caloroso, determinado, mas com amor revelado nos atos, na simplicidade, com todo o brilho e talento que tem, pois sabe que, assim como há espaço para todos, a vida é um palco iluminado (como Itararé é um chão de estrelas) e Deus também ama o que cria com solidariedade e sabedoria, pois e o melhor juiz é o tempo.

Eis o Elcir Mello. Eis o Coral Santo Antonio, Que em muito orgulha Itararé, cantando nossa terra, nossa gente, promovendo a arte musical de Itararé literalmente em todos os cantos, sendo muito aplaudido e mesmo reconhecido  várias vezes no próprio Mapa Cultural Paulista, como um dos três melhores Corais do Estado de São Paulo. Itararé, chão de Estrelas? Uma das Estrelas é o Coral Santo Antonio.


Parabéns, Coral Santo Antonio

Parabéns Maestro Elcir Mello

Quem é Bom Já Nasce Luz


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Troios Perigritantes, Novo Livro de Microcontos de Silas Correa leite




 ‘Troios Perigritantes’ Livro de Microcontos de Silas Correa Leite
 ‘Troio’ é um neologismo para a mistureba de joio e trigo, numa catança  marota de twittercontos, loas mínimas e nanoprosa do autor que vão de pensadilhos jocosos (Pensamentos trocadilhos) a pensagens irônicas (pensamentos mensagens), passando por doses de incompletudes urbanas/humanas em drops cênicos. Microcontos, (rastilhos/meteoritos), barbaridades e extravagâncias, feito  derrama em  sachê de mixórdia para rir, ficar de butuca sacando o quase, achar ruim pela desnatureza do vagido que é regurgitado, desde a desvairada Paulicéia S/A. Prosa de desvairados inutensílios agora em  quinquilharias letrais. Nesse pocketbook, stories que clarificam em atos mínimos o inominável e o indizível.
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Quando escrevo permaneço em um nível de
concentração que me permite criar vozes e  frases
estranhas a mim.  John Banville, Luz Antiga

Fixar o alvaiade no rosto com máscara. Dalton Trevisan em drops? Quem tem Orkut tem medo. Sampa... nem ‘dulcora e nem eldorado’. Os coxinhas hedonistas retratados. Nelson Rodrigues pósmoderno em tempo de infovias efêmeras como cincerros? Cenas de sangue cênico como Plinio Marcos meio Bukowski tramando subterrâneos. Pinceladas rápidas em Glauber de/compondo cenas de instante-trevas. O certo e o errado, o ‘flagramenthus’ a arrebentação. Trigo e joio, num neologismo: TROIO.
A palavra iluminando o silencial. Quinquilharias de mini'stories', contos mínimos, parágrafos saindo pela tangente, pelo ladrão. A culatra da ironia, o desdizer, do, curto e grosso “mãos ao ato” em si. Naniquidades perversas em narrativas rápidas e rasteiras. O que alguém tem a dizer, quando escreve contos nanicos como fotografias em 3X4 de um lambe–lambe fake mambembe em sépia, a palo seco? O conto-quase no haraquiri das palavras. Contos rastilhos que, quando saem, alvoroçam clarificações indizíveis, feito desvairados inutensílios em narrativas contundentes.
O que ninguém quer sacar, tem medo de, escoa o meio, a sociedade, o medo-rabo de um ‘mondo cane’ em bravatas, panurgismos e polvorosas, como se a fazer ‘petalamentos’ de promessas 'perigritantes', feito ‘ilumideias’ em almanaque de micronarrativas telúrico-lustrais. Conversa afiada pra boy dormir, sacadas-coivaras em quinquilharias narrativas como naniquidades perversas.  
No final, todos tiramos o boné cabritado para tantas esquisitices? Viver é plágio, sobreviver é platônico e escrever é ‘daltontrevisanar’ o rancor, o escárnio, o vitupério, a vicissitude, o sígnico, desde o campo de lavanda com corvos, passando por uma espécie de brincar de esconde-esconde com o trágico, o cômico, o próprio abismo das alienações purgadoras. A faca é cega mas ainda acorda.
Tudo é possível ao que cria. De perto ninguém é normal, cantou Caetano Veloso. O importante é que a erosão social dê o que falar? Quando o perto fica mais perto, nesse momento expande o universo, disse Helena Katz (Colônia Penal). Deve ser isso o troio perigritante, em tons de cinza. TROIOS PERIGRITANTES como cerebrança de arreios, nódoas e inquietações. Como tudo é impossível de mudar, delatar é preciso, assim mesmo, na lata. Estamos todos ilhados no pântano da condição humana com seus cincerros, e todos sangram e buscam desesperadamente alguma coisa que não sabem o que é. Quem cria, regurgita? Talvez o mundo já tenha acabado, e apenas os artistas, poetas, loucos e fabricantes de bonecas é que não foram avisados.
É isso, cara-pálida: Somos Todos ‘Troios’. A minha parte quero em cerveja, controle remoto e uma máquina mágica de escrever pensaVENTOS. O romance vence por pontos, o conto vence por nocaute, disse Octávio Paz. E os curtos “surtos circuitos” de TROIOS? E o microconto, o twittercontinho; dedo de prosa no dedal das anomalias? Ah um meteorito minimalista ainda faz estragos. Há o pé no sacro, o repente-lucidez, a ficção-angústia, uma quimera narrativa do autor destrambelhado que põe pingos em is, dábios e reticências. O prisma saindo pelo buraco da fechadura/ferradura.
Repentes cínicos, contos miniaturas, nanicos, do fantástico ao político, do poético ao memorial, do elaborado no jorro neural em refluxo recorrente, ao contundente do diálogo curto e grosso, do paradoxal ao escabroso, das falas rápidas pincelando situações irônicas  ou até mesmo politicamente incorretas que sejam, sapecando fogo na canjica, tipo batatinhas viajando na maionese; no shoio paraexistencial,  até no cervegetariano zenboêmico do autor feito um neobeatnik contemporâneo a botar a boca no trombone, em suas disparidades ímpares... TROIOS são, Troios hão, Troios vão, troios cão, troios chão, então: Perigritantes nanicas contações bem ao estilo da revista MAD: você não vai acreditar no que vai sentir quando acabar lendo.
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O livro de microcontos e twittercontos do Cyber Poeta Confeccional Silas Correa Leite, também novo ebook do autor, está à venda impresso e no formato digital no site:
ou no link:
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Antonio T. Gonçalves
Jornalista, Mestrando em Educação Contemporânea

terça-feira, 16 de julho de 2013

GUMERCINDO FERREIRA DOS SANTOS, Depoimento de Um Fã do Mister Cofesa





DEPOIMENTO: Gumercindo Ferreira dos Santos, Mister COFESA
Poetinha Silas

Desde que eu era um imberbe guri que amava os Beatles e Tonico & Tinoco, numa Itararezinha de antigamente – e não se faz mais antigamente como antigamente – em que trabalhava de vender dolé de groselha preta nas ruas de cacau quebrado da cidade, ou mesmo, labutava de garçom no Bar do Calixtrato na Praça Coronel Jordão, que eu já me mirava nas referências de alto nível de minha aldeia amada, do comerciante batalhador e de respeito Gumercindo Ferreira dos Santos, do fotógrafo Gustavo Jansson ao historiador Adriano Queiroz Pimentel, passando pelo amigo e patrono, artista plástico premiado Jorge Chuéri, entre outras personalidades de renome de minha terra-mãe, chão de estrelas, com uma história que toda cidade gostaria de ter...

Assim, dar agora um DEPOIMENTO sobre o Gumercindo Ferreira dos Santos invoca toda uma safra de doces memórias na tábua de esmeraldas do tempo-rei, na lavoura da saudade e de seus canteiros. Já poetinha, eu brincava de dizer, claro, poetando pueril: “Nossa Senhora de Itararé, d Barreira/Tende dó de mim, pobrezinho/Dai-me a dinheirama toda do Gumercindo/Que o restante eu consigo sozinho...” Mais pra frente ainda, cabelo na testa, calça calhambeque, botinha sem meia, auge da Jovem Guarda, romântico eu sonhava em me casar com a bela Andrea filha do Gumercindo, a quem eu respeitava e até hoje admiro, e era quando algum amigo me maroteava, retrucando na bucha: -Se enxergue, Piá!

Cresci ouvindo lendas sobre o mito que o Gumercindo se tornou, no historial de Itararé. De família pobre mas batalhadora, ele tomou pé de sua própria vida, como na canção My Way de Frank Sinatra, fez a sua vida de seu jeito. Vendia bananas na rua, dizia um. Começou com secos e molhados num empório no alto da Vilosório, dizia outro. Trabalhador e altruísta, diziam. E eu, já jovem, escrevendo para o Jornal O Guarani do Hermínio Lages, tinha sempre um especial olhar bondoso do Gumercindo, conversando comigo, me elogiando, com o respeito de um homem digno que era, de caráter e ainda sendo esmerado cristão, para um menino de origem periférica e humilde como eu.

Mais pra frente, nos gloriosos bailes do CAF-Clube Atlético Fronteira de Itararé, lá estava o Gumercindo de um lado e eu entre amigos boêmicos e noiteadeiros de outro. Certa feita, um garçom trouxe até nossa mesa umas cervejas, e disse, apontando: -Foi aquele sr. lá quem mandou e pagou. Olhe e era o Gumercindo na fauna notívaga dessa Itararé emperiquitada, em forfé, cheia de iluminuras. De outra feita, na Cantina do Tio Jannys, ainda almoçando com esposa musa, ele, ao sair, informou: -Está tudo pago, Silas. O Jannys então comentou: Ele deve ver alguma coisa especial em você; deve respeitar muito seu trabalho, sua pessoa, sua vida... suas loucuras...

De outra feita, o amigo Mestre Ataliba do Acordeom contou-me que o gerente da rádio na época, já falecido, disse que não queria que no programa de sanfoneiros caipiras citassem o meu nome ou falassem dos meus causos, escritos e poetarias. Chateado, triste, claro, fui falar com o Gumercindo, que chamou o gerente da rádio às vias de fatos, depois me dando retorno, com humildade, respeito, carinho e extrema consideração. Como esquecer isso de um homem poderoso, rico, vencedor, prestando atenção num poeta sonhador, sem lenço e sem documento. Mesmo nas festividades do Centenário de Itararé, lá estava Gumercindo com projetos, ajudando, fazendo parte das cabeças pensantes e das mentes brilhantes do rol da sociedade em festejos e comemorações oficiais. Ele mesmo, claro, tem muitas histórias para contar... Nossa vida é um livro aberto?

Na Cofesa, você o vê, não pedindo para o funcionário distraído pegar o cestinho de compras vazio que algum cliente distraído largou no chão da loja, mas ele mesmo vai lá e pega e guarda. A melhor instrução é o exemplo? Pois eu devo ter vencido na vida com as mãos limpas, por ter referenciais de pessoas de gabarito como o Gumercindo Ferreira dos Santos. Quando ele esteve como vítima, refém de um sequestro, parei minha rotina em São Paulo, preocupado, transido. Era como se alguém do meu clã estivesse em perigo, sofrendo. Clamamos por Deus em sua defesa nessa hora de tristeza e dor. Fiquei em contato direto com amigos antenados de Itararé, via Redes Sociais. Liguei pra minha mãe, que era considerada um pilar do grupo de orações da Igreja Assembleia de Deus em Itararé, e ela disse que todos estavam orando por ele naquela situação difícil, delicada, e a igreja fazia profissão de fé em cuidados de Deus por ele. E disse ainda que na verdade toda Itararé inteirinha estava parada, estava sofrendo, estava pedindo a Deus por seu filho amado. Na dor, os que se amam choram e pedem proteção para os que merecem ser amados... À época, lembro-me muito bem, preocupado, querendo acompanhar tudo, corri atrás de saber noticias do andamento das investigações, buscando no Google informações, a respeito, e foi quando vi, num vídeo certamente que postado pela policia do Paraná, o local do cativeiro dele, na hora em que estraram, ele prostrado, mas logo em seguida para estava de pé para ser libertado, com a graça de Deus. Meninos, eu vi. Vi, senti, sofri e chorei muito. Há um Deus! Assim na terra como no céu...

Indo passear em Itararé dali pra frente, volta e meia encontrava com o Gumercindo, que às vezes como seu eu fosse um menino de sua família, me passava um pito, cobrando. “Lá de cima vi você passando com sua esposa lá embaixo na Rua São Pedro, equina das lojas, e reclamei que você não tenha subido para dar um abraço aqui no seu amigo e admirador”. Eu me sentia morando no coração dele. Por uma outra ocasião e um contato de seu filho Júnior (que não vejo faz décadas), a respeito da possibilidade de, como escritor que gostariam que pudesse poder vir a ajudar na elaboração de um trabalho sobre a própria vida-livro do Gumercindo, mas, infelizmente tive que recusar a missão. Vivia um momento de sequelas graves de dor e tratamento pela perda de minha querida matriarca Dona Eugênia, e tive que recusar o trabalho. Mas sabia que ele cedo ou tarde encontraria uma mão obreira, e certamente conseguiria realizar a obra que certamente servirá de exemplo de vida e luta para todos nós; um historial de sucesso, de visão, de dedicação, certamente com sangue, suor e lágrimas, mas com tantas barulhanças e contentezas, para construir com enlevo uma vida toda de sucesso que honra Itararé e dignifica a sociedade Itarareense, clarificando nas narrativas os momentos e situações, as cenas datadas e conquistas diversas que mostram o homem, o cidadão, o macroempresário, o ser humano acima de tudo. Como não admirar o GUMERCINDO e ser fã de carteirinha dele?

No corrido da hora, assim, numa crônica feita correndinho nessa Sampa de guerreiros em trabalhos e estudos do nascer ao por do sol, com saudades dessa Itararé que amamos tanto, é o que posso falar, resumindo até, do Gumercindo Ferreira dos Santos. Acho que cada Itarareense tem um causo para contar sobre ele, cada freguês viu nele um vendedor gabaritado, cada empresa que teve  relação comercial com ele e suas empresas, viu o mestre que tem tino para negócio, o homem de palavra, daí porque, fico muito feliz em também ser uma página no livro da vida dele. Deus não apenas dá asas para quem sabe voar e tem fé Nele, como também protege voos daqueles vitoriosos com as mãos limpas que acreditam na força do trabalho e do empreendedorismo.

Super G? G de GENTE... “Gente mais maior da grande” (como cantou o  Gonzaginha na MPB), de SuperGENTE com G de GUMERCINDO.




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Silas Correa Leite, Poetinha da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Chão de Estrelas, Trincheiras da Legalidade, Bonita pela Própria Natureza, A História do Brasil Passa Por Itararé.
It (ar) (ar) é!

sábado, 6 de julho de 2013

poemança: Desvairados Inutensílios

poemança: Desvairados Inutensílios: Pequena Resenha Crítica Livro “DESVAIRADOS  INUTENSILIOS” do Cyber Poeta  Silas Correa Leite Todas essas criaturas a que  chamas animadas, c...

sábado, 29 de junho de 2013

DEZ MANDAMENTOS DA PATERNIDADE, silas correa leite



DEZ MANDAMENTOS DA PATERNIDADE...

De um Pai-Zoológico que é um Pai-Coruja na Gravidez a Dois


“O mundo mágico da gravidez recíproca, tem

comunicação secreta com a esperança que é

 é a inteligência da vida”(Silas e suas ‘siladas”)

 

 

01)-Renunciarás ao teu estoque de fralda geriátrica se preciso for, pelos novos cueiros, lenços úmidos e brinquedos mais estrambólicos e puros possíveis do teu herdeiro(a)

02)-Terás teu próprio e coloquial papo-aranha notívago interrompido para rapidamente feito um ‘gordoleto’ desmamado decolar a chuquinha ou o Hipoglós delezinho

03)-Aprenderás que cagão e mijão a partir de então, em casa, no teu reduto inexpugnável agora, só o novo rebento chorador sempre pendurado no troninho

04)-Não cobiçarás a barriga de melancia da patroa cor-de-rosa, a musa-vítima, até porque, falando sério, a tua barriga não vai parir nada nunca, porque é etílica e brahmosa com colarinho-godê espumoso

05)-Agora realmente deverás honrar teu filhote como elo sagrado de aliança de muito antes de ti para muito além de ti, uma bandeira que vem de ancestrais para preparação de descendentes futurais de tua prole, de teu clã, de tua família, de tua raça cósmica

06)-Finalmente terás todas as respostas às milhares de perguntas recuperadas que em silêncio maroto e revoltoso ficaste com um baita medo-rabo de cobrar de teu pai durão, nos idos de tua transviada juventude rebelde

07)-Não terás jamais verdade verdadeira, decisão perene, posição inquestionável, relógio, regra, muito menos o teu lugarzinho garantido na cama ou o teu espaço preferencial no sofá quadrúpede, muito menos espaços sagrados nos vãos da geladeira ou na cadeirinha privilegiada à beira da churrasqueira caseira. Teu herdeiro assumirá agora a tua importância nos teus limites sobrevivenciais, território e núcleo, e, ainda, cedo ou tarde, assumirá o teu pertencimento do controle remoto da televisão e a tua presença inexpugnável em frente ao teclado do computador que terás que deixar porque teu filho será o teu reino e reinado

08)-Deverás, finalmente, fazer as lições primárias de casa, avental verde-abacate, desde lavar, passar, cozinhar, lavar o banheirinho sempre com escorregadio 'cheiro de fedô' novo, descarregar o penicozinho com pelicanos azuis, usar o aspirador com zelo silencial que nenê qué naná; limpar catarro escorregadio em tudo quanto é lugar, e ranho viscoso-lesma em espaços dos mais inapropriados e impossíveis, talvez até mesmo de alguma forma ou de outra terás que menstruar, por assim dizer, enquanto a formosa pedaçuda rainha do lar, tua mulher amada toda fofona, com teu noviço príncipe peidorreiro assumirão territórios e particularidades pertinentes e no entorno, dando a mãe feliz e garbosa ainda o goró gordo dos peitos cheios como mamãos para o baby comilão e cagão, teu filho-júnior-continuação; continuação do amor de ti, da fé de ti, da luz de ti, do DNA de ti lavrado em amor, cromossomos e defeitos de igual para igual...

09)-Perguntarás, então, cismando e pensador, com ciúme ou detravessado de doces saudades antigas até, a cada arroto azedo da criança, a cada pum-fuzilo expropriado, a cada vomitozinho-hulk, a cada mal cheiroso desapego de desarranjo da flora intestinal do ‘estrelo’ no seio de família e do lar, habitando serelepe e brilhante  lugares e horas inusitadas, como é que a tua maravilhosa e gigante Mãe suportou de igual tudo isso o mesmíssimo de ti, sem tirar nem por; por te amar desde a concepção até os enjoos da gravidez acentuada, terminando num parto em que entojado saíste berrando como um gordo pacote de sete quilos, chorão, cagão, mijão e grude com a honrosa mãe da barriga de onde foste gerado e vieste. Santa Mãe de Deus!

10)-Finalmente, bendito fruto de PAI inaugurado, serás árvore e rio, serás palhaço e rei, serás dono e joão bobo, serás provedor e guardião, serás luz e música, serás bailarino e ermitão, serás filósofo e aprendiz, serás o filho de ti mesmo e a patroa-mãe de tuas redondezas, serás lágrimas e estrelas, serás fraldinha e chupeta, serás talco e chá de camomila, leite e deleite, barriga e luz, raiz e deserto, palco e camarim, pai e protetor, anjo e cobrador, oração e referencial, professor e aluno, serás, FINALMENTE, então, meu querido filho, meu prezado amigo, um verdadeiro Homem, mais, muito mais, serás muito além de ti e em ti mesmo, um belo exemplar bem apurado de

PESSOA - QUE QUANDO FOI PAI, FINALMENTE APRENDEU A VERDADEIRA LIÇÃO DE SER...

SER HUMANO!

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Cyber Poeta Silas Correa Leite - Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes

Texto da Série “Desperto Ninguém é Normal” - E-mail: poesilas@terra.com.br


 

 

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VINTE CENTAVOS - O DIREITO DE SE INDIGNAR




0,20 – Todos Têm o Direito de Se Indignar




“... Há criticozinhos-daslu, mal amados, ou não

Todos eles com roupas de grife, sprays e energético importados na mão

Não sabem o que acham que sabem, e assim lambem sabão

A ditadura de seus pais não lhe ensinou antiga lição

São quase todos iguais, brancos de braços dados ou não

Mas falta pobre, preto, favelado, operário nessa construção

De trabalhar pela pátria emergente e sonhar uma nação...

(Paródia Para Não Dizer Que Não Falei de Flores, Geraldo Vandré)





Num regime democrático todos têm o direito de criticar

Num regime ditatorial; mais do que nunca, o direito de se indignar

Pois uma resolução da ONU prevê que o povo se volte armado contra seus ditadores de penicos na cabeça e armas na mão

Que democracia é libertária sem inclusão social

Em que a tendenciosa mídia amoral faz a cabeça de incautos, mal informados, mal formados como cidadãos

E denuncia sem provas, sentencia sem trânsito em julgado

Aliando-se a agiotas do capital estrangeiro que quer um Brasil rico só para ricos; modelito inumano made in Samparaguai, o Estado Máfia

E provoca revolta de inocentes inúteis com sonhadores no mesmo refrão

Alguns criticozinhos-daslu que vão na onda porque é moda

E o medo desse Brasil emergente além de ter criado monstros, criou amebas, filhotes dos new-richs das privatizaçoes-roubos

Infiltrados, diferenciados, baderneiros, aproveitadores e, sim, críticos legítimos na ordem unida de rebeldes com causas e efeitos

Alguns quase noias de bandeiras na mão, roupas de grife, energético e sprays importados

Filhotes de uma elite que de uma hora para outra quer mudanças para voltar o antro anterior

Que derrubaram Collor e elegeram Maluf e Serra dez vezes piores

E agora choram por VINTE centavos

Quando não pararam São Paulo e o Brasil quando quebraram o país e venderam a Vale do Rio Doce a preço de banana

Ou quando o PCC fez Samparaguai refém; de bandidos matando policiais e policiais explodindo cofres de bancos

Ou de Professores em São Paulo ganhando salário de mendigo e não têm vinte centavos de aumento por quase 18 anos

De um cínico estado mínimo que fez do estado mais rico do Brasil

O impune estado mais corrupto do Brasil

Um Carandiru a céu aberto

Um Pinheirinho a céu aberto

Uma Cracolância a céu aberto

E nunca teve passeata, protesto, critica, nem por muito mais do que vinte centavos...



VINTE CENTAVOS

-Claro que não é apenas por vinte centavos

-Todos têm o direito de se indignar

-Claro que se unem sonhadores, incautos, boys com abóboras selvagens, cachorras enrustidas e lá vai a massa de manobra toda em pompa

Mais de uma semana sem trabalhar; brancos, ricos, alunos da USP, partinhos de aluguel, infiltrados

Cadê os mestiços, pobres, favelados, negros, ameríndios, migrantes e imigrantes latinos ilegais

Estão trabalhando - São Paulo não pode parar - por algo mais do que vinte centavos, no neoescravismo da terceirização inumana de Sampa

Enquanto a cidade sitiada, a situação pilhada, e um governador banana por dezoito anos no poder, incompetente e eleito por um morto

Tem medo e não sabe o que fazer de seu medo-rabo, feito um Pinóquio de Chuchu.

O povo na rua sem saber direito o que fazer do que faz com direito pleno – os moradores de rua assustados

Mais as patricinhas e mauricinhos de criticozinhos-daslu arrotando o ódio guardado desde muito tempo em viagens à Disneylândia

Filhotes de tucanos, de fascistas, da burguesia, da elite, dos diferenciados de Higienópolis e do Morumbi; e alguns sóbrios e éticos pacifistas, sonhadores sem chão

Um quase-povo-vinte-centavos na mistureba entre os que depredam ônibus, saqueiam lojas, quebram instituições

E não sabem o que fazer do que sabem, ou do que pensam que sabem, achando que são o que não são – vão na aleluia do roldão

Cérebros barrinhas de cereais de vinte centavos

Camelôs de si mesmo que não sabem do narco-contrabando informal que manda em Sampa entregue às moscas

Corrupção endêmica institucionalizada em todos os níveis – impunidade por atacado, capital latino-americana da corrupção

Com suas máfias do lixo, do transporte público, do Roubo-Anel, das privatarias, dos pedágios-quadrilhas

E que ficaram quieto quando o pior acontecia e eles alienados pela mídia amoral

Agora brigam sem saber para quando, para onde, como enrustidos sonhadores inocentes inúteis compondo a banda podre de parte de uma manada cagando godê

Ai de ti Samparaguai, o Estado Máfia!



Uma perua Tiazinha ameba que arrota Miami e cheira esgoto diesel

Logo grita Fora Dilma - porque é uma mulher mal amada e infeliz e nem sabe direito o que é amor e prazer, sua falta de orgasmo é cheia de mágoa no lado b de sua insensibilidade

Um tio fala que a canalha de 64 espia voltar ao poder

Sem sacar que os podres que herdamos deles, as sequelas, são desse mesmo militarismo incompetente, senil, decrépito e corrupto no processo histórico

E querem comparar seis meses de Haddad com 18 anos do Pinóquio de Chuchu que deverá ser canonizado pela Opus Dei da idade das trevas

Porque de sonhos, ideologias e conhecimento lógico sequencial de política, historia e economia

Mal sabem uns míseros vinte centavos

Corruptos e ladrões de São Paulo gritam: chega de roubalheiras

E roubam, glosam, só em SP, 80 bilhões de Imposto de Renda são roubados por ano...

Porque estão na pior oposição da história da república

E só sabem o que dá no open doping da globo filhote da canalha de 64

Partidinhos-currais de aluguel vão à mídia televisiva e gritam por mobilização rastaquara

Pendurados em antros de escorpiões palaciais com altos salários de autarquias-fantasmas

Moralistas de cérebros de galinhas e consciência de vinte centavos

Enquanto a realidade é outra, a verdade é outra

E há atravessadores, aproveitadores e racistas entre os infiltrados, baderneiros e filhotes de Médici, Maluf, FHC ET caterva

Operacionalizado o que acham que é rebelião, o que é democracia, e entre os que são leais e são verdadeiros

Os que querem o país quebrado de volta, para que o capitalhordismo americanalhado made in Samparagui, o Estado Máfia

Volte ao poder e se alie à ALCA, e o país continue ilhota da América Rica das Estrelas de Sangue



Hino Nacional? Cantam no Metro mais caro do mundo

Obras faraônicas superfaturadas - por isso não saíram às passeatas não criticaram, não foram rebeldes, não se doparam nessa intenção.

Com seus cérebros Vinte Centavos e seus conhecimentos alienados entre verdades inventadas e mentiras repetidas à exaustão

Para que acreditem e marchem sem saber pra onde ou quando ou sim ou não

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Branquinhos com suas roupas de grife, seus sprays importados e energéticos na mão

Com os assustados operários, pretos, pobres, favelados, passageiros de ônibus depredados assistindo a estranha e branquela procissão

Sem saber o que são aquilo. O que é aquilo – vinte centavos não

Não querem dar sua cota de dor, aos filhinhos de papai na contramão

E não são vinte centavos: são a sofrida maioria da população!



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Cyber Poeta Silas Correa Leite

E-mail: poesilas@trerra.com.br

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