"Artistas de Itararé, Cidade Poema"

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Capital Artístico-Cultural Boêmica do Sul de São paulo

BLOGUE ARTISTAS DE ITARARÉ CHÃO DE ESTRELAS

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Contatos: artistasdeitarare@bol.com.br

Clã dos Fanáticos Por Itararé, Cidade Poema

Palco Iluminado de Andorinhas Sem Breque

Os Dez Maiores Artistas de Itararé, Ano 2011

Dez Maiores Artistas de Itararé















01)-Maestro Gaya







02)-Jorge Chuéri







03)-Irmãs Pagãs







04)-Paulo Rolim







05)-Silas Correa Leite







06)-Paschoal Melillo







07)-Rogéria Holtz







08)-Dorothy Janson Moretti







09)-Regina Tatit







10)-Armando Merege







Itararé, Bonita Pela Própria Natureza

Itararé, Bonita Pela Própria Natureza
Nosso Amor já Tem Cem Anos

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Troios Perigritantes, Novo Livro de Microcontos de Silas Correa leite




 ‘Troios Perigritantes’ Livro de Microcontos de Silas Correa Leite
 ‘Troio’ é um neologismo para a mistureba de joio e trigo, numa catança  marota de twittercontos, loas mínimas e nanoprosa do autor que vão de pensadilhos jocosos (Pensamentos trocadilhos) a pensagens irônicas (pensamentos mensagens), passando por doses de incompletudes urbanas/humanas em drops cênicos. Microcontos, (rastilhos/meteoritos), barbaridades e extravagâncias, feito  derrama em  sachê de mixórdia para rir, ficar de butuca sacando o quase, achar ruim pela desnatureza do vagido que é regurgitado, desde a desvairada Paulicéia S/A. Prosa de desvairados inutensílios agora em  quinquilharias letrais. Nesse pocketbook, stories que clarificam em atos mínimos o inominável e o indizível.
......................................................................................
Quando escrevo permaneço em um nível de
concentração que me permite criar vozes e  frases
estranhas a mim.  John Banville, Luz Antiga

Fixar o alvaiade no rosto com máscara. Dalton Trevisan em drops? Quem tem Orkut tem medo. Sampa... nem ‘dulcora e nem eldorado’. Os coxinhas hedonistas retratados. Nelson Rodrigues pósmoderno em tempo de infovias efêmeras como cincerros? Cenas de sangue cênico como Plinio Marcos meio Bukowski tramando subterrâneos. Pinceladas rápidas em Glauber de/compondo cenas de instante-trevas. O certo e o errado, o ‘flagramenthus’ a arrebentação. Trigo e joio, num neologismo: TROIO.
A palavra iluminando o silencial. Quinquilharias de mini'stories', contos mínimos, parágrafos saindo pela tangente, pelo ladrão. A culatra da ironia, o desdizer, do, curto e grosso “mãos ao ato” em si. Naniquidades perversas em narrativas rápidas e rasteiras. O que alguém tem a dizer, quando escreve contos nanicos como fotografias em 3X4 de um lambe–lambe fake mambembe em sépia, a palo seco? O conto-quase no haraquiri das palavras. Contos rastilhos que, quando saem, alvoroçam clarificações indizíveis, feito desvairados inutensílios em narrativas contundentes.
O que ninguém quer sacar, tem medo de, escoa o meio, a sociedade, o medo-rabo de um ‘mondo cane’ em bravatas, panurgismos e polvorosas, como se a fazer ‘petalamentos’ de promessas 'perigritantes', feito ‘ilumideias’ em almanaque de micronarrativas telúrico-lustrais. Conversa afiada pra boy dormir, sacadas-coivaras em quinquilharias narrativas como naniquidades perversas.  
No final, todos tiramos o boné cabritado para tantas esquisitices? Viver é plágio, sobreviver é platônico e escrever é ‘daltontrevisanar’ o rancor, o escárnio, o vitupério, a vicissitude, o sígnico, desde o campo de lavanda com corvos, passando por uma espécie de brincar de esconde-esconde com o trágico, o cômico, o próprio abismo das alienações purgadoras. A faca é cega mas ainda acorda.
Tudo é possível ao que cria. De perto ninguém é normal, cantou Caetano Veloso. O importante é que a erosão social dê o que falar? Quando o perto fica mais perto, nesse momento expande o universo, disse Helena Katz (Colônia Penal). Deve ser isso o troio perigritante, em tons de cinza. TROIOS PERIGRITANTES como cerebrança de arreios, nódoas e inquietações. Como tudo é impossível de mudar, delatar é preciso, assim mesmo, na lata. Estamos todos ilhados no pântano da condição humana com seus cincerros, e todos sangram e buscam desesperadamente alguma coisa que não sabem o que é. Quem cria, regurgita? Talvez o mundo já tenha acabado, e apenas os artistas, poetas, loucos e fabricantes de bonecas é que não foram avisados.
É isso, cara-pálida: Somos Todos ‘Troios’. A minha parte quero em cerveja, controle remoto e uma máquina mágica de escrever pensaVENTOS. O romance vence por pontos, o conto vence por nocaute, disse Octávio Paz. E os curtos “surtos circuitos” de TROIOS? E o microconto, o twittercontinho; dedo de prosa no dedal das anomalias? Ah um meteorito minimalista ainda faz estragos. Há o pé no sacro, o repente-lucidez, a ficção-angústia, uma quimera narrativa do autor destrambelhado que põe pingos em is, dábios e reticências. O prisma saindo pelo buraco da fechadura/ferradura.
Repentes cínicos, contos miniaturas, nanicos, do fantástico ao político, do poético ao memorial, do elaborado no jorro neural em refluxo recorrente, ao contundente do diálogo curto e grosso, do paradoxal ao escabroso, das falas rápidas pincelando situações irônicas  ou até mesmo politicamente incorretas que sejam, sapecando fogo na canjica, tipo batatinhas viajando na maionese; no shoio paraexistencial,  até no cervegetariano zenboêmico do autor feito um neobeatnik contemporâneo a botar a boca no trombone, em suas disparidades ímpares... TROIOS são, Troios hão, Troios vão, troios cão, troios chão, então: Perigritantes nanicas contações bem ao estilo da revista MAD: você não vai acreditar no que vai sentir quando acabar lendo.
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O livro de microcontos e twittercontos do Cyber Poeta Confeccional Silas Correa Leite, também novo ebook do autor, está à venda impresso e no formato digital no site:
ou no link:
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Antonio T. Gonçalves
Jornalista, Mestrando em Educação Contemporânea

terça-feira, 16 de julho de 2013

GUMERCINDO FERREIRA DOS SANTOS, Depoimento de Um Fã do Mister Cofesa





DEPOIMENTO: Gumercindo Ferreira dos Santos, Mister COFESA
Poetinha Silas

Desde que eu era um imberbe guri que amava os Beatles e Tonico & Tinoco, numa Itararezinha de antigamente – e não se faz mais antigamente como antigamente – em que trabalhava de vender dolé de groselha preta nas ruas de cacau quebrado da cidade, ou mesmo, labutava de garçom no Bar do Calixtrato na Praça Coronel Jordão, que eu já me mirava nas referências de alto nível de minha aldeia amada, do comerciante batalhador e de respeito Gumercindo Ferreira dos Santos, do fotógrafo Gustavo Jansson ao historiador Adriano Queiroz Pimentel, passando pelo amigo e patrono, artista plástico premiado Jorge Chuéri, entre outras personalidades de renome de minha terra-mãe, chão de estrelas, com uma história que toda cidade gostaria de ter...

Assim, dar agora um DEPOIMENTO sobre o Gumercindo Ferreira dos Santos invoca toda uma safra de doces memórias na tábua de esmeraldas do tempo-rei, na lavoura da saudade e de seus canteiros. Já poetinha, eu brincava de dizer, claro, poetando pueril: “Nossa Senhora de Itararé, d Barreira/Tende dó de mim, pobrezinho/Dai-me a dinheirama toda do Gumercindo/Que o restante eu consigo sozinho...” Mais pra frente ainda, cabelo na testa, calça calhambeque, botinha sem meia, auge da Jovem Guarda, romântico eu sonhava em me casar com a bela Andrea filha do Gumercindo, a quem eu respeitava e até hoje admiro, e era quando algum amigo me maroteava, retrucando na bucha: -Se enxergue, Piá!

Cresci ouvindo lendas sobre o mito que o Gumercindo se tornou, no historial de Itararé. De família pobre mas batalhadora, ele tomou pé de sua própria vida, como na canção My Way de Frank Sinatra, fez a sua vida de seu jeito. Vendia bananas na rua, dizia um. Começou com secos e molhados num empório no alto da Vilosório, dizia outro. Trabalhador e altruísta, diziam. E eu, já jovem, escrevendo para o Jornal O Guarani do Hermínio Lages, tinha sempre um especial olhar bondoso do Gumercindo, conversando comigo, me elogiando, com o respeito de um homem digno que era, de caráter e ainda sendo esmerado cristão, para um menino de origem periférica e humilde como eu.

Mais pra frente, nos gloriosos bailes do CAF-Clube Atlético Fronteira de Itararé, lá estava o Gumercindo de um lado e eu entre amigos boêmicos e noiteadeiros de outro. Certa feita, um garçom trouxe até nossa mesa umas cervejas, e disse, apontando: -Foi aquele sr. lá quem mandou e pagou. Olhe e era o Gumercindo na fauna notívaga dessa Itararé emperiquitada, em forfé, cheia de iluminuras. De outra feita, na Cantina do Tio Jannys, ainda almoçando com esposa musa, ele, ao sair, informou: -Está tudo pago, Silas. O Jannys então comentou: Ele deve ver alguma coisa especial em você; deve respeitar muito seu trabalho, sua pessoa, sua vida... suas loucuras...

De outra feita, o amigo Mestre Ataliba do Acordeom contou-me que o gerente da rádio na época, já falecido, disse que não queria que no programa de sanfoneiros caipiras citassem o meu nome ou falassem dos meus causos, escritos e poetarias. Chateado, triste, claro, fui falar com o Gumercindo, que chamou o gerente da rádio às vias de fatos, depois me dando retorno, com humildade, respeito, carinho e extrema consideração. Como esquecer isso de um homem poderoso, rico, vencedor, prestando atenção num poeta sonhador, sem lenço e sem documento. Mesmo nas festividades do Centenário de Itararé, lá estava Gumercindo com projetos, ajudando, fazendo parte das cabeças pensantes e das mentes brilhantes do rol da sociedade em festejos e comemorações oficiais. Ele mesmo, claro, tem muitas histórias para contar... Nossa vida é um livro aberto?

Na Cofesa, você o vê, não pedindo para o funcionário distraído pegar o cestinho de compras vazio que algum cliente distraído largou no chão da loja, mas ele mesmo vai lá e pega e guarda. A melhor instrução é o exemplo? Pois eu devo ter vencido na vida com as mãos limpas, por ter referenciais de pessoas de gabarito como o Gumercindo Ferreira dos Santos. Quando ele esteve como vítima, refém de um sequestro, parei minha rotina em São Paulo, preocupado, transido. Era como se alguém do meu clã estivesse em perigo, sofrendo. Clamamos por Deus em sua defesa nessa hora de tristeza e dor. Fiquei em contato direto com amigos antenados de Itararé, via Redes Sociais. Liguei pra minha mãe, que era considerada um pilar do grupo de orações da Igreja Assembleia de Deus em Itararé, e ela disse que todos estavam orando por ele naquela situação difícil, delicada, e a igreja fazia profissão de fé em cuidados de Deus por ele. E disse ainda que na verdade toda Itararé inteirinha estava parada, estava sofrendo, estava pedindo a Deus por seu filho amado. Na dor, os que se amam choram e pedem proteção para os que merecem ser amados... À época, lembro-me muito bem, preocupado, querendo acompanhar tudo, corri atrás de saber noticias do andamento das investigações, buscando no Google informações, a respeito, e foi quando vi, num vídeo certamente que postado pela policia do Paraná, o local do cativeiro dele, na hora em que estraram, ele prostrado, mas logo em seguida para estava de pé para ser libertado, com a graça de Deus. Meninos, eu vi. Vi, senti, sofri e chorei muito. Há um Deus! Assim na terra como no céu...

Indo passear em Itararé dali pra frente, volta e meia encontrava com o Gumercindo, que às vezes como seu eu fosse um menino de sua família, me passava um pito, cobrando. “Lá de cima vi você passando com sua esposa lá embaixo na Rua São Pedro, equina das lojas, e reclamei que você não tenha subido para dar um abraço aqui no seu amigo e admirador”. Eu me sentia morando no coração dele. Por uma outra ocasião e um contato de seu filho Júnior (que não vejo faz décadas), a respeito da possibilidade de, como escritor que gostariam que pudesse poder vir a ajudar na elaboração de um trabalho sobre a própria vida-livro do Gumercindo, mas, infelizmente tive que recusar a missão. Vivia um momento de sequelas graves de dor e tratamento pela perda de minha querida matriarca Dona Eugênia, e tive que recusar o trabalho. Mas sabia que ele cedo ou tarde encontraria uma mão obreira, e certamente conseguiria realizar a obra que certamente servirá de exemplo de vida e luta para todos nós; um historial de sucesso, de visão, de dedicação, certamente com sangue, suor e lágrimas, mas com tantas barulhanças e contentezas, para construir com enlevo uma vida toda de sucesso que honra Itararé e dignifica a sociedade Itarareense, clarificando nas narrativas os momentos e situações, as cenas datadas e conquistas diversas que mostram o homem, o cidadão, o macroempresário, o ser humano acima de tudo. Como não admirar o GUMERCINDO e ser fã de carteirinha dele?

No corrido da hora, assim, numa crônica feita correndinho nessa Sampa de guerreiros em trabalhos e estudos do nascer ao por do sol, com saudades dessa Itararé que amamos tanto, é o que posso falar, resumindo até, do Gumercindo Ferreira dos Santos. Acho que cada Itarareense tem um causo para contar sobre ele, cada freguês viu nele um vendedor gabaritado, cada empresa que teve  relação comercial com ele e suas empresas, viu o mestre que tem tino para negócio, o homem de palavra, daí porque, fico muito feliz em também ser uma página no livro da vida dele. Deus não apenas dá asas para quem sabe voar e tem fé Nele, como também protege voos daqueles vitoriosos com as mãos limpas que acreditam na força do trabalho e do empreendedorismo.

Super G? G de GENTE... “Gente mais maior da grande” (como cantou o  Gonzaginha na MPB), de SuperGENTE com G de GUMERCINDO.




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Silas Correa Leite, Poetinha da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Chão de Estrelas, Trincheiras da Legalidade, Bonita pela Própria Natureza, A História do Brasil Passa Por Itararé.
It (ar) (ar) é!

sábado, 6 de julho de 2013

poemança: Desvairados Inutensílios

poemança: Desvairados Inutensílios: Pequena Resenha Crítica Livro “DESVAIRADOS  INUTENSILIOS” do Cyber Poeta  Silas Correa Leite Todas essas criaturas a que  chamas animadas, c...

sábado, 29 de junho de 2013

DEZ MANDAMENTOS DA PATERNIDADE, silas correa leite



DEZ MANDAMENTOS DA PATERNIDADE...

De um Pai-Zoológico que é um Pai-Coruja na Gravidez a Dois


“O mundo mágico da gravidez recíproca, tem

comunicação secreta com a esperança que é

 é a inteligência da vida”(Silas e suas ‘siladas”)

 

 

01)-Renunciarás ao teu estoque de fralda geriátrica se preciso for, pelos novos cueiros, lenços úmidos e brinquedos mais estrambólicos e puros possíveis do teu herdeiro(a)

02)-Terás teu próprio e coloquial papo-aranha notívago interrompido para rapidamente feito um ‘gordoleto’ desmamado decolar a chuquinha ou o Hipoglós delezinho

03)-Aprenderás que cagão e mijão a partir de então, em casa, no teu reduto inexpugnável agora, só o novo rebento chorador sempre pendurado no troninho

04)-Não cobiçarás a barriga de melancia da patroa cor-de-rosa, a musa-vítima, até porque, falando sério, a tua barriga não vai parir nada nunca, porque é etílica e brahmosa com colarinho-godê espumoso

05)-Agora realmente deverás honrar teu filhote como elo sagrado de aliança de muito antes de ti para muito além de ti, uma bandeira que vem de ancestrais para preparação de descendentes futurais de tua prole, de teu clã, de tua família, de tua raça cósmica

06)-Finalmente terás todas as respostas às milhares de perguntas recuperadas que em silêncio maroto e revoltoso ficaste com um baita medo-rabo de cobrar de teu pai durão, nos idos de tua transviada juventude rebelde

07)-Não terás jamais verdade verdadeira, decisão perene, posição inquestionável, relógio, regra, muito menos o teu lugarzinho garantido na cama ou o teu espaço preferencial no sofá quadrúpede, muito menos espaços sagrados nos vãos da geladeira ou na cadeirinha privilegiada à beira da churrasqueira caseira. Teu herdeiro assumirá agora a tua importância nos teus limites sobrevivenciais, território e núcleo, e, ainda, cedo ou tarde, assumirá o teu pertencimento do controle remoto da televisão e a tua presença inexpugnável em frente ao teclado do computador que terás que deixar porque teu filho será o teu reino e reinado

08)-Deverás, finalmente, fazer as lições primárias de casa, avental verde-abacate, desde lavar, passar, cozinhar, lavar o banheirinho sempre com escorregadio 'cheiro de fedô' novo, descarregar o penicozinho com pelicanos azuis, usar o aspirador com zelo silencial que nenê qué naná; limpar catarro escorregadio em tudo quanto é lugar, e ranho viscoso-lesma em espaços dos mais inapropriados e impossíveis, talvez até mesmo de alguma forma ou de outra terás que menstruar, por assim dizer, enquanto a formosa pedaçuda rainha do lar, tua mulher amada toda fofona, com teu noviço príncipe peidorreiro assumirão territórios e particularidades pertinentes e no entorno, dando a mãe feliz e garbosa ainda o goró gordo dos peitos cheios como mamãos para o baby comilão e cagão, teu filho-júnior-continuação; continuação do amor de ti, da fé de ti, da luz de ti, do DNA de ti lavrado em amor, cromossomos e defeitos de igual para igual...

09)-Perguntarás, então, cismando e pensador, com ciúme ou detravessado de doces saudades antigas até, a cada arroto azedo da criança, a cada pum-fuzilo expropriado, a cada vomitozinho-hulk, a cada mal cheiroso desapego de desarranjo da flora intestinal do ‘estrelo’ no seio de família e do lar, habitando serelepe e brilhante  lugares e horas inusitadas, como é que a tua maravilhosa e gigante Mãe suportou de igual tudo isso o mesmíssimo de ti, sem tirar nem por; por te amar desde a concepção até os enjoos da gravidez acentuada, terminando num parto em que entojado saíste berrando como um gordo pacote de sete quilos, chorão, cagão, mijão e grude com a honrosa mãe da barriga de onde foste gerado e vieste. Santa Mãe de Deus!

10)-Finalmente, bendito fruto de PAI inaugurado, serás árvore e rio, serás palhaço e rei, serás dono e joão bobo, serás provedor e guardião, serás luz e música, serás bailarino e ermitão, serás filósofo e aprendiz, serás o filho de ti mesmo e a patroa-mãe de tuas redondezas, serás lágrimas e estrelas, serás fraldinha e chupeta, serás talco e chá de camomila, leite e deleite, barriga e luz, raiz e deserto, palco e camarim, pai e protetor, anjo e cobrador, oração e referencial, professor e aluno, serás, FINALMENTE, então, meu querido filho, meu prezado amigo, um verdadeiro Homem, mais, muito mais, serás muito além de ti e em ti mesmo, um belo exemplar bem apurado de

PESSOA - QUE QUANDO FOI PAI, FINALMENTE APRENDEU A VERDADEIRA LIÇÃO DE SER...

SER HUMANO!

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Cyber Poeta Silas Correa Leite - Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes

Texto da Série “Desperto Ninguém é Normal” - E-mail: poesilas@terra.com.br


 

 

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VINTE CENTAVOS - O DIREITO DE SE INDIGNAR




0,20 – Todos Têm o Direito de Se Indignar




“... Há criticozinhos-daslu, mal amados, ou não

Todos eles com roupas de grife, sprays e energético importados na mão

Não sabem o que acham que sabem, e assim lambem sabão

A ditadura de seus pais não lhe ensinou antiga lição

São quase todos iguais, brancos de braços dados ou não

Mas falta pobre, preto, favelado, operário nessa construção

De trabalhar pela pátria emergente e sonhar uma nação...

(Paródia Para Não Dizer Que Não Falei de Flores, Geraldo Vandré)





Num regime democrático todos têm o direito de criticar

Num regime ditatorial; mais do que nunca, o direito de se indignar

Pois uma resolução da ONU prevê que o povo se volte armado contra seus ditadores de penicos na cabeça e armas na mão

Que democracia é libertária sem inclusão social

Em que a tendenciosa mídia amoral faz a cabeça de incautos, mal informados, mal formados como cidadãos

E denuncia sem provas, sentencia sem trânsito em julgado

Aliando-se a agiotas do capital estrangeiro que quer um Brasil rico só para ricos; modelito inumano made in Samparaguai, o Estado Máfia

E provoca revolta de inocentes inúteis com sonhadores no mesmo refrão

Alguns criticozinhos-daslu que vão na onda porque é moda

E o medo desse Brasil emergente além de ter criado monstros, criou amebas, filhotes dos new-richs das privatizaçoes-roubos

Infiltrados, diferenciados, baderneiros, aproveitadores e, sim, críticos legítimos na ordem unida de rebeldes com causas e efeitos

Alguns quase noias de bandeiras na mão, roupas de grife, energético e sprays importados

Filhotes de uma elite que de uma hora para outra quer mudanças para voltar o antro anterior

Que derrubaram Collor e elegeram Maluf e Serra dez vezes piores

E agora choram por VINTE centavos

Quando não pararam São Paulo e o Brasil quando quebraram o país e venderam a Vale do Rio Doce a preço de banana

Ou quando o PCC fez Samparaguai refém; de bandidos matando policiais e policiais explodindo cofres de bancos

Ou de Professores em São Paulo ganhando salário de mendigo e não têm vinte centavos de aumento por quase 18 anos

De um cínico estado mínimo que fez do estado mais rico do Brasil

O impune estado mais corrupto do Brasil

Um Carandiru a céu aberto

Um Pinheirinho a céu aberto

Uma Cracolância a céu aberto

E nunca teve passeata, protesto, critica, nem por muito mais do que vinte centavos...



VINTE CENTAVOS

-Claro que não é apenas por vinte centavos

-Todos têm o direito de se indignar

-Claro que se unem sonhadores, incautos, boys com abóboras selvagens, cachorras enrustidas e lá vai a massa de manobra toda em pompa

Mais de uma semana sem trabalhar; brancos, ricos, alunos da USP, partinhos de aluguel, infiltrados

Cadê os mestiços, pobres, favelados, negros, ameríndios, migrantes e imigrantes latinos ilegais

Estão trabalhando - São Paulo não pode parar - por algo mais do que vinte centavos, no neoescravismo da terceirização inumana de Sampa

Enquanto a cidade sitiada, a situação pilhada, e um governador banana por dezoito anos no poder, incompetente e eleito por um morto

Tem medo e não sabe o que fazer de seu medo-rabo, feito um Pinóquio de Chuchu.

O povo na rua sem saber direito o que fazer do que faz com direito pleno – os moradores de rua assustados

Mais as patricinhas e mauricinhos de criticozinhos-daslu arrotando o ódio guardado desde muito tempo em viagens à Disneylândia

Filhotes de tucanos, de fascistas, da burguesia, da elite, dos diferenciados de Higienópolis e do Morumbi; e alguns sóbrios e éticos pacifistas, sonhadores sem chão

Um quase-povo-vinte-centavos na mistureba entre os que depredam ônibus, saqueiam lojas, quebram instituições

E não sabem o que fazer do que sabem, ou do que pensam que sabem, achando que são o que não são – vão na aleluia do roldão

Cérebros barrinhas de cereais de vinte centavos

Camelôs de si mesmo que não sabem do narco-contrabando informal que manda em Sampa entregue às moscas

Corrupção endêmica institucionalizada em todos os níveis – impunidade por atacado, capital latino-americana da corrupção

Com suas máfias do lixo, do transporte público, do Roubo-Anel, das privatarias, dos pedágios-quadrilhas

E que ficaram quieto quando o pior acontecia e eles alienados pela mídia amoral

Agora brigam sem saber para quando, para onde, como enrustidos sonhadores inocentes inúteis compondo a banda podre de parte de uma manada cagando godê

Ai de ti Samparaguai, o Estado Máfia!



Uma perua Tiazinha ameba que arrota Miami e cheira esgoto diesel

Logo grita Fora Dilma - porque é uma mulher mal amada e infeliz e nem sabe direito o que é amor e prazer, sua falta de orgasmo é cheia de mágoa no lado b de sua insensibilidade

Um tio fala que a canalha de 64 espia voltar ao poder

Sem sacar que os podres que herdamos deles, as sequelas, são desse mesmo militarismo incompetente, senil, decrépito e corrupto no processo histórico

E querem comparar seis meses de Haddad com 18 anos do Pinóquio de Chuchu que deverá ser canonizado pela Opus Dei da idade das trevas

Porque de sonhos, ideologias e conhecimento lógico sequencial de política, historia e economia

Mal sabem uns míseros vinte centavos

Corruptos e ladrões de São Paulo gritam: chega de roubalheiras

E roubam, glosam, só em SP, 80 bilhões de Imposto de Renda são roubados por ano...

Porque estão na pior oposição da história da república

E só sabem o que dá no open doping da globo filhote da canalha de 64

Partidinhos-currais de aluguel vão à mídia televisiva e gritam por mobilização rastaquara

Pendurados em antros de escorpiões palaciais com altos salários de autarquias-fantasmas

Moralistas de cérebros de galinhas e consciência de vinte centavos

Enquanto a realidade é outra, a verdade é outra

E há atravessadores, aproveitadores e racistas entre os infiltrados, baderneiros e filhotes de Médici, Maluf, FHC ET caterva

Operacionalizado o que acham que é rebelião, o que é democracia, e entre os que são leais e são verdadeiros

Os que querem o país quebrado de volta, para que o capitalhordismo americanalhado made in Samparagui, o Estado Máfia

Volte ao poder e se alie à ALCA, e o país continue ilhota da América Rica das Estrelas de Sangue



Hino Nacional? Cantam no Metro mais caro do mundo

Obras faraônicas superfaturadas - por isso não saíram às passeatas não criticaram, não foram rebeldes, não se doparam nessa intenção.

Com seus cérebros Vinte Centavos e seus conhecimentos alienados entre verdades inventadas e mentiras repetidas à exaustão

Para que acreditem e marchem sem saber pra onde ou quando ou sim ou não

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Branquinhos com suas roupas de grife, seus sprays importados e energéticos na mão

Com os assustados operários, pretos, pobres, favelados, passageiros de ônibus depredados assistindo a estranha e branquela procissão

Sem saber o que são aquilo. O que é aquilo – vinte centavos não

Não querem dar sua cota de dor, aos filhinhos de papai na contramão

E não são vinte centavos: são a sofrida maioria da população!



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Cyber Poeta Silas Correa Leite

E-mail: poesilas@trerra.com.br

WWW.portas-lapsos.zip.net

Site de Poesias: "OS E-BOOKS DO CYBER POETA SILAS CORREA LEITE" (Cyber Poeta Silas Correa Leite)

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sábado, 8 de junho de 2013

DOROTHY JANSSON MORETTI E O SEU NOVO LIVRO


Pequena Resenha Critica

Instantâneos, de Dorotthy Jansson Moretti
A Poeta Que Também Tem uma Prosa de Doces Memórias

“Só pela arte podemos sair de nós mesmos”

Marcel Proust

Falar da portentosa literatura em verso e prosa da professora e escritora premiada Dorotthy Jansson Moretti, é entrar numa praia vasta de tantos sóis, auroras e crepúsculos, prelúdios e paletas que os próprios méritos curriculares dela já endossam literalmente como doces memórias de um tempo chamado longe, lembrança de momentos, pessoas, alegranças e lugares...

DOROTHY  JANSSON  MORETTI Nasceu em Três Barras, SC, indo morar na cidade de Itararé, SP, aos dois anos de idade. Fez o Curso Primário no "Grupo Escolar de Itararé", hoje chamado "Tomé Teixeira". Continuou os estudos em Castro e Londrina, PR, onde paralelamente lecionou Inglês, graduando-se posteriormente em São Paulo, Capital.

Começou a escrever poesias aos dezesseis anos, fazendo acrósticos em álbuns de recordações de pessoas amigas. Esporadicamente  escrevia artigos para os jornais "O Itararé"(extinto), Tribuna de Itararé e para  "O Guarani". Mudou-se para Sorocaba, SP, em 1956, e nessa cidade publicou durante algum tempo, poesias e crônicas nos jornais locais   "Cruzeiro do Sul", "Diário de Sorocaba" e "Folha de Sorocaba" (extinto). Em 1970 mudou-se para a capital de São Paulo, tendo lecionado Inglês em cinco escolas dessa cidade: No "Colégio Anglicano de Santo Amaro", no "Ginásio Estadual de Vila Leopoldina", no "Colégio Estadual Profa. Marina Cintra", no "Colégio Estadual  Amadeu Amaral", e no "Instituto Mackenzie", onde se aposentou em 1987. É Sócia Honorária da Academia Sorocabana de Letras, pertence à Academia Petropolitana de Poesia "Raul de Leoni", à União Brasileira de Trovadores, e à Casa do Poeta  "Lampião de Gás" de São Paulo, da qual foi Secretária Geral no biênio  1987-1988, bem como do jornal poético da Casa, o "Fanal", onde continua escrevendo poesias e trovas.  Publica, ainda hoje, crônicas e poemas nos jornais de Itararé “O Guarani” e “Tribuna de Itararé”. Tem poemas publicados em jornais, revistas e antologias de alguns estados brasileiros. Participou de inúmeros concursos, alguns internacionais, tendo recebido troféus e diplomas na capital e no interior de São Paulo, e em várias capitais e cidades de outros estados. Recebeu Medalha de Honra ao Mérito no Colégio "Amadeu Amaral", da capital, por ter feito a letra do Hino dessa escola, bem como  o histórico e a poesia em comemoração aos setenta anos de sua fundação, em 1979. Recebeu Diploma de Honra ao Mérito, de Poeta do Mês e de Musicista , na Casa do Poeta, onde colaborava nas reuniões lítero-musicais, declamando poesias, cantando e tocando piano.

Recebeu ainda da Casa do Poeta de São Paulo, diploma e medalha de Sócia Benemérita  "Por seu importante destaque como benemérita defensora da cultura e difusão das Artes Poemáticas" (dizeres textuais do diploma), honraria que muito a sensibiliza. Mudou-se em 1989 para Curitiba, PR, e nessa cidade publicou seu primeiro livro, "Frasco Vazio", pequena seleção de algumas de suas trovas premiadas. Em parceria com o Maestro Gerson Gorski Damaceno, fez a letra do Hino a Itararé, lançado a 28 de Agosto de 1989, como hino oficial da cidade. Na mesma data, aniversário de Itararé, recebeu seu Título de Cidadã Itarareense.  O Elos Clube de Itararé (Comunidade Lusíada Internacional)  concedeu-lhe Diploma de Sócia Honorária, títulos ambos, que muito a sensibilizam e dignificam. Em 1995 voltou a residir na cidade de Sorocaba, SP, onde, no ano  2000,  publicou um livro de sonetos intitulado "Folhas Esparsas",  do qual  em 2006 fez uma 2a. edição;  no ano 2002 publicou um livreto intitulado "Trovas ao Vento”, e em 2006 um outro também de trovas, intitulado  “Chá da Tarde”, que lhe valeu, em 2007, na categoria Poesia, o “Prêmio Anual Sorocaba de Literatura – Categoria Poesia”.    Dorothy ganhou dezenas de outros prêmios de renome, diversas Menções Honrosas, Menções Especiais, ganhou também dezenas de importantes concursos de Trova
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Pois todo esse nada breve preâmbulo, tendo em vista um espetacular currículo fora de série, aqui até resumido, fez parte da participação dela, a Literata Premiada Dorotthy, com causos, historias e crônicas, da Primeira Antologia de Prosa de Itararé, por mim idealizada e editada pela All-Print(SP), o livro ASSIM ESCREVEM OS ITARAREEENSES, quando ela nos honrou com sua maviosa participação. Assim, quando recebi um exemplar de seu belo e novo livro INSTATÂNEOS, Editora Dialeto, Edição 2013, com um magnífico trabalho-técnico-editorial  e belo prefacio do Poeta, Trovador e Conferencista, Thalma Tavares, fiquei muito feliz com a oportunidade de graciosa leitura dessa literatura de primeiro quilate.

O novo livro INSTANTÂNEOS, em bela edição de 160 páginas, tem mais de cinquenta retratos de apanhados de memórias da Dorothy, numa leveza de narrativa que parece que a autora toma o leitor pela mão, e vai contando causos, acontecências singulares, relembrando, tecendo parágrafos, prismas, barulhezas e sacadas de memórias que com sua arte de bem narrar, encantando e cativando, toca o leitor. Ah, a poeta premiadíssima também proseia em alto estilo. Desde muito menino que no meu rincão de Itararé-SP, Santa Itararé das Artes, Letras, Músicas e Imagens, que a conheci, e soube-a declamando poemas, cantando, tocando piano, atriz talentosa, de tradicional família de Itararé, quando fui amigo de seu clã, de seus sobrinhos e amigos admiradores, me tornei seu fã, porque, além da bela e brilhante personalidade de Itararé, um coração de ouro e um talento fora de série, agora também revelado nesses instantâneos, livro com belas imagens e ótimo trabalho editorial, como fotografias de sua sensibilidade colhendo frutos de um tempo chamado longe, retratos de um povo, um lugar, saudosas lembrança que ela nos proseia com garbo, em alto estilo e todo poético nas contações.

Dorotthy é isso: A professora, a pessoa, a artista. Instantâneos é mais um grande livro dela, entre tantos, e a apresenta proseadora de particularidades, imagens e palavras, sentimentos e a qualidade técnico-narrativa de quem sabe o que conta, de quem coloca a alma no que cria, valorando a arte de escrever, o que pincela com sua luz de criadora de mão cheia. Bravo!

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Cyber Poeta Silas Correa Leite
Blog premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

sábado, 25 de maio de 2013

ESTADOS DA ALMA, Novo Livro Virtual Free do Cyber Poeta Silas Correa Leite disponível num site de Portugal


Resenha Critica

Estados da Alma - Acordes Dissonantes de “Mins”

Ser poeta é a minha maneira/De chorar escondido
Nessa existência estrangeiro/Que me tenho havido
Cyber Poeta Silas, in, Porta-Lapsos, Poemas

“Eu escrevo porque tenho uma coisa na cabeça, o cérebro”, diz o Cyber Poeta premiado Silas Correa Leite, num de seus elencos de falas poéticas que tacha jocosamente de “Silas e suas ‘siladas”
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Ah os estados da alma do poeta sentidor (para citar Clarice Lispector), pensador... inventor de poemas, orações, frases, neologismos e implicações retóricas paradoxalmente de grosso calibre e ao mesmo tempo de alto quilate. A arte como levitação? E libertação também. Nesses tempos tenebrosos de uma pós-moderna barbárie da civilização contemporânea com suas infovias efêmeras, é, o, pior, por assim dizer, estado da alma do poeta (com sua sensibilidade aflorada), que produz de bravatas a lorotas, de poemas a pertencimentos, de perguntamentos a cantárias em prosa e verso, com todos os seus acordes dissonantes, os seus “mins” e outros versículos, mantras, sutras e salmoslusos. Nesse livro virtual, um novo conjunto das escrevinhanças do cyber poeta Silas Correa Leite, com toda sua trajetória de luz e cruz, de “Silas e suas siladas” à twitter-poemas, de twitter-microcontos  a experimentos letrais neoconcretos, talvez até quase neobarrocos...
E os Estados da ALMA de um poeta confeccional, livre pensador humanista, jornalista comunitário, diplomado conselheiro em direitos humanos, escritor premiado em verso em prosa, de ancestrais cristãos-novos oriundos da Ilha da Madeira, Portugal, aqui aportados em terra brasilis numa das primeiras expedições lusonautas à terra de Santa Cruz, hoje uma potência emergente desde a Era Lula de tantas inclusões sociais.
Pois ESTADOS DA ALMA é uma coletânea virtual, contendo poemas se diversas safras, prismas, de diversas fases como um catatau todo, mas todos eles mostrando o menino que ainda traz uma infância dentro de si. Uma espécie de guerrilheiro - mas como Gandhi pela ‘não violência’ - com sua metralhadora dialética cheia de lágrimas, seu jeito boêmico de trovador pós-moderno em uma São Paulo embrutecida por um cínico e amoral estado mínimo neoliberal, com saudades de uma Santa Itararé das Artes que canta em verso e prosa, feito um embaixador itinerante da aldeia ninhal, terra mãe...
ESTADOS DA ALMA  enquanto livro virtual de poemas e acontências tem tudo a ler, mostrando um tabuleiro de implicações criativas que tocam o outro humano em nós, acordes dissonantes de alma criando muito além das urbanidades loucas, de uma sociedade hipócrita, em que o cyber poeta Silas Correa Leite foi tachado de neomaldito da web, quando lançou livros, ganhou prêmios, esteve na chamada grande mídia inclusive televisiva, estando em quase todas as redes sociais, inclusive no YouTube, colaborando hoje com mais de 800 sites, até no exterior, em mais de cem antologias em verso e prosa, até internacionais, mais de mil cadernos de rascunhos poéticos (de 200 pgs cada um), dando testemunho de seu presencial criativo nesse mundo cão, numa cidade como São Paulo, capital do estado máfia do mesmo nome, com suas riquezas injustas, lucros impunes, propriedades roubos, privatarias impunes, mais a saudade de uma Itararezinha que ficou na rabeira do rio Itararé, mas que o autor ainda traz consigo acima e sobre todas as coisas. Almas alumbradas? Estados da Alma dão bons poemas.
Pensagens: pensamentos mensagens. Pensadilhos: pensamentos trocadilhos. Essas e outras, estados da alma do poeta que não pode silenciar sobre si mesmo, no pântano da condição humana, dando testemunho de seu tempo e gritando os horrores de ter que sobreviver. Eis a obra: a arte como inventário de um tempo chamado hoje e doendo saber que as fronteiras estão se abrindo, e que as coisas que nunca gostaríamos de ter já estamos tendo, e isso dói.
Leia o livro.
Os acordes dissonantes da alma deram bons poemas e afins.
Carmem Rinaldi – E-mail: La-goeldi@bol.com.br
Veja/Leia o livro virtual ESTADOS DA ALMA, Poemas, está disponível free no link do site de Portugal:




terça-feira, 2 de abril de 2013

DESVAIRADOS INUTENSILIOS, POEMAS, Cyber Poeta Silas de Itararé



“Desvairados Inutensílios”, o Novo Livro de Poemas de Silas Correa Leite

Depois da datada estreia oficial com o livro-quase-Antologia “Porta-Lapsos”, Poemas; depois do livro “Campo de Trigo Com Corvos”, contos premiados (finalista do Prêmio Telecom, Portugal), e, ainda, depois do visionário “O Rinoceronte de Clarice”, primeiro livro interativo do reino da web (anterior mesmo aos de Mário Prata e João Ubaldo Ribeiro), pioneiro, único no gênero, de vanguarda; e-book que virou tese de mestrado, doutorado e foi motivo de reportagens e entrevistas na chamada grande mídia, inclusive televisiva; depois mesmo de tachado pelo site Capitu de “O Neomaldito da Web” (colabora em mais de 600 links de sites, até no exterior), e de ter, com sua poética triste, por assim dizer, no Programa Provocações, do Antonio Abujamra, na TV Cultura, afirmado que se sente um ET nesse mondo cane e que, como a vida não lhe deu limões, fez limonadas com lágrimas, e, ainda, que “corta os pulsos com poesia”, o irreverente, polêmico e, sim neomaldito, literato Silas Correa Leite se repagina como diferenciado artista da geração contemporânea de alto nível, desta feita lançando o novo livro de poemas (e de outras utilidades risíveis até) o DESVAIRADOS INUTENSILIOS, pela nascente e dinâmica Editora Multifoco.

Se você procura Silas Correa Leite num site buscador como o Google, por exemplo, vai achá-lo em centenas de links de sites e blogues, no YouTube, do Orkut ao facebook, entre outras redes sociais ou meios criativos, do Chile a Portugal ou mesmo da África, em fanzines, revistas eletrônicas literárias, reportagens, entrevistas, artigos, ensaios, criticas, resenhas literárias, tudo feito um livre pensador, um humanista Cyber Poeta. Mais: twitter-poemas, twitter-contos, microcontos, tercetos, pensadilhos (pensamentos trocadilhos), mais os seus poemas premiados, seus contos premiados em fundações culturais ou entidades idôneas, de renome, sacando a arte como libertação (como ele gosta de dizer), criticando o sistema, a vida, e dando seus achaques literais com poemas de loucuras santas, sua ficção- angústia, suas pensagens (pensamentos mensagens) e, sim, claro, sua criatividade sem limite, entre purgações de inventários tresloucados a desmontagens de verbos, vocábulos, frases lúdicas, criando seus neologismos em diferenciadas montagens poéticas. Não é fácil encarar um Silas Correa Leite a palo seco. Essa é a novidade criativa dele. Esse é o estilo dele. É pegar ou largar. Amar ou odiar.

Pois é exatamente isso que se observa numa análise rompedora de DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas, Editora Multifoco, SP. Numa primeira leitura, claro. Porque, parece que com o autor é sempre uma eterna primeira leitura. Não e fácil. Depois, há as reestimadas releituras, o tácito, o estouvado, o subterrâneo do indizível, o que não aceitamos na primeira passada, e, quando se vê, lá está algo novo no que parece simples, o poema-chute- na-sombra, o microconto maravilhando a vida louca desses tempos insanos, a letra de rock bem isso mesmo, porra-loka, fora de série, a letra de blues botando as amarguras de fora, num, como ele mesmo diz, no inicio do livro, butim (salvos de incêndios), verdadeiro “Sachê de Mixórdias”. Isso é que é. Periga ler, periga ver, periga sentir. Desvario é assim... poesia pura, deleites de inutensilios...

Parafraseando erranças, citando autores loucos que tanto admira e o influenciaram com certeza, homenageando poetas díspares e personalidades tachados de pirados como ele, fazendo releituras de parlendas e situações risadoras da vida, ele bota a dor e o irônico no mesmo fulcro, o humor e a loucura no mesmo tabuleiro, o fervor do desvario e do inutensílio no mesmo livro, a poesia portentosa e a prosa poética no mesmo confeito, o poetar atuante e o fazer poético como lavra de campo minado. Será o impossível? Você lê o livro e lê a vida nua a crua, a alma estarrecida – viver é muito difícil - as amarguras adultizadas, as saídas de emergência do artista criando poemas para fugir das aberrações sociais. Não é fácil ser sentidor (para citar Clarice Lispector, uma “ídala” do autor) nesses tempos tenebrosos. A literatura, fulgurando disparidades, de Silas Correa Leite e sua metralhadora dialética cheia de resíduos de nós mesmos, choca, encosta na parede, mãos ao alto, mãos ao álcool, resíduos insalubres, com infovias em ridículas vidas pífias, consumos bizarros em neuras sublimadas, e cincerros pós-modernos entre bobas infovias efêmeras.

Leia o livro de Poemas “Desvairados Inutensilios” e sinta-se em casa. Sinta-se em você mesmo. Vai doer. Aliás, é de se pensar: vai doer mais em você do que no poeta louco desses tempos de tantas hipocrisias. Compreender os desvairados inutensilios é valorizar o que tem valor, quando é cair na real insustentável, situando-se entre a ironia e a arte, a Barbie e a barbárie, a hipocrisia e o fazer poético. Mas é um livro e tanto. Nada comercial ou pop, claro, mas importante, especial, necessário. É sempre isso o que verdadeiramente se espera sempre de um escritor como Silas Correa Leite e ele não silencia sobre escombros, antes, grita os estragos sociais numa sociedade hipócrita. Santa arte, rogai por nós.



Maria das Graças L.M. Aranha

mglaranha@bol.com.br







E-Book Bulbos Transversos Poemas do Cyber Poeta Silas Correa Leite



Ebook “BULBOS TRANSVERSOS” Poemas e Deconcertezas

Cyber Poeta Silas Correa Leite Lança Novo Livro Virtual de Poesia na web

“...Só me interessam os passos que tive que dar na

vida para chegar a mim mesmo” - Hermam Hesse

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Pela internacional Editora Bookess, atuando em todo território brasileiro e no mundo da internet, o Cyber Poeta Silas Correa Leite lança agora um novo livro virtual de poemas modernos que está disponível free no link http://www.bookess.com/profile/poesilas/books/

BULBOS & TRANSVERSOS – Tear Silencial de MINS – Poemas - BULBO(S): Bulbo é a forma da cebola e da lâmpada elétrica incandescente. Em Literatura, o que na prosa ou Poesia nasce disso tudo como metáfora, perguntamento, cantagonia, calamento ou desvairado inutensílio. Bulbos ainda em Literatura, como neste ebook é tudo o que em si mesmo pode ser, ou não ser – O Poeta é um fingidor (Fernando Pessoa) – vindo do fundo da alma, do inconsciente, da arte como levitação, feito um regurgitar, um vagido; chorumes na paleta de inventariar o inexistente, feito sagração silencial de teares poéticos e afins. BULBOS TRANSVERSAIS, Poemas e Desconcertezas, é um livro de poemas feito uma mixórdia letral. Fragmentos de matizes e iluminuras? Tabuleiro de catanças desparafusadas, um sachê de errações; o poeta no confeito de pintar a obra de ícaros e húmus & ácaros. “Mins” e H2 Outros, claro, um tear salpicado de desvarios díspares, inventários, experimentações, sacadas e inutilezas, até porque o autor diz que do “jazz nasce a luz”´. Bulbos também porque tem suas raízes de pés vermelhos no Paraná, criado na Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, depois, viajoso e turrão por Sampa, ora Samparaguai, o Estado-Máfia, que o autor destila, decifra e nomina (como Tom Zé que “ama-odeia” São Paulo). Reversos e transversos porque o autor acerta a mão, erra a mão, destila seu vinhoverbo, revida, critica, desconcerta (transverso), postula, implica, retrata, cria rastilhos, depõe, delata, salpicando suas várias pensagens (pensamentos-mensagens), seus estrambólicos pensadilhos (pensamentos-trocadilhos), passando por Twitterpoemas, letras de rocks, baladas and blues, e, claro, Silas e suas “siladas”, o que dá em poesia e afins, desaforismos alhures, sempre esmerilhando vocábulos, neologismos, entre criações, contentezas e barulhanças, artes e cantares. O tear é mais embaixo. Pirações letrais. Experimentações e acertos. Técnicas de aproximação. Algumas epifanias turvas também. Humores e ironias no foxtrot da obra. Nódoas que não silenciam sobre si mesmas. No solo de silêncio, que é o chamado exercício do fazer poético, as cantagonias. Berrar é humano? As palavras singram e sangram. Eu, você, mins e nosotros. Tudo a ver? Periga ler. Pois este livro de poema vem depois de um Porta-Lapsos, outro livro do autor, anterior, de poesia também, entre obras meio marginais deste cyberpoeta e escritor premiado em verso e prosa, que consta em mais de cem antologias literárias, inclusive no exterior, também ganhador de vários concursos de renome, já autor de outros livros. O autor está em mais de 800 links de sites. Ser tachado de o “Neomaldito da web” (Site Capitu) não é fácil. O Cyber Poeta Silas Corrêa Leite esteve, entre outros, no Programa Provocações, TV Cultura de São Paulo, e, com sua metralhadora cheia de lágrimas (e sua contundente e pragmática “poética de tristeza”), ainda disparou: “Corto os pulsos com poesia”. Que os bulbos deste livro apontem chips poéticos, janelas, tercetos, haiquases, desvairados inutensílios, e digam da poesia do autor como gritos disparados no ar, entremeados, sígnicos, lustrais, e com as desimportâncias, afinal, se um poeta disse que “o importante é que a emoção sobreviva”, e outro disparou “faz escuro mas eu canto”, que no fazer poético deste livro, o autor, feito um ladrão de fogo (Rimbaud), esparrame suas raízes (búlbicas), suas criações, suas centelhas, seus fios tenebrosos, fiosterra que sejam, na panaceia dessa desvairada pauliceia sociedade anônima, nesse afrobrasilis de tantas disparidades sociais, dando testemunho de que, sim, os loucos herdarão a terra, mas, enquanto criticam o pântano da condição humana, nesses tenebrosos tempos pósmodernos de tantas infovias efêmeras, ainda assim e por isso mesmo, dão testemunhos de resistência com a sensibilidade ferida. Afinal, não é fácil ser sensível (e não se estarrecer na arte como libertação) nessa época de muito ouro e pouco pão. E quem quiser que vá parir estrelas. Anjos caídos usam os poetas para conversar com os loucos?

Divulgação e Release: CULT-NEWS – Sede São Paulo – Contatos: E-mail: la-goendi@bol.com.br



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Saxofone do Roque Rodrigues de Itararé

O Saxofone de Roque Rodrigues


Para o Músico de Itararé Roque Rodrigues


“Poesia é música/Quem tem olhos para ouvir/

Que sinta... ” – Twitter-Poema Poetinha Silas

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-Você está ouvindo um saxofone, amigo?

-Ora, deve de ser o Roque Rodrigues ensaiando um blues...

(De algum lugar do passado vem um cantinho da saudade ter comigo

Numa música raiada de vento e luz).



Quem não se lembra do Roquinho no Conjunto Os Marionetes

No Mário e Seu Conjunto...

E o Roque Rodrigues lá, levou quem trouxe

Com o saxofone mavioso no bico doce...



Colocava música no coração das pessoas

Um pouco de céu na alma humana

E o Roque Rodrigues talentoso e batalhador

Vive ainda em todo afeto e esplendor...



Tocou na Banda Furiosa, na Orquestra Fronteira

Em todas as coisas que labutou foi vencedor

Mas a música era sua marcha estradeira

E o saxofone a sua marcha luzeira de talento e amor...



Semeou de notas musicais nosso chão de estrelas

Dançamos Love is Blue com a ‘mina’ nos braços

E ele ali, com seu brilhante saxofone plangente

Enternurando os bailes nos idos de antigamente



-Quem me conceder a honra dessa dança, Senhorita?

-Não posso, sou comprometida...

-Vai dar tábua, bonita?

-Só se o Roquinho solar Love Story aí eu me desmancho na partitura da vida...



Os Bailes no Clube Atlético Fronteira

A Furiosa na Praça Coronel Jordão

E o Roque Rodrigues no seu saxofone

Harmoniando de musica nosso chão...



-Essa Musica o Cantinho da Saudade dedica

Ao Roque Rodrigues; por uma vida tão linda, uma existência tão rica

E quem quiser pedir bis par o saxofonista Roquinho

Que vá estudar harmonia, música e ritmo; para também ser artista...



-À benção Roquinho Saxofonista de Itararé

Nosso belo rincão encantado!

-Deus te abençoe guri, Poetinha...



No vento serelepe a música de um saxofone de amarelo dourado

Vem de algum tempo... - De algum lugar do passado

Para no “cantinho da saudade” tocar dobrado...

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Cyber Poeta Silas Correa Leite

Santa Itararé das Letras, das Musicas, das Pinturas

Blog: WWW.artistasdeitarare.blogspto.,com/

E-mail: poesilas@terra.com.br

Poema da Série “Memórias da Cidade Poema de Itararé”







quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Hoje Eu Acordei - Poema Dedicado a Bill Gates

HOJE EU ACORDEI...


Para Bill Gates



Hoje eu acordei assim... meio sem sinal

Pois nada de mim me ligava a nada...

Um alto sol ardido como baita sonrisal

E eu espumando a manhã raiada...



Faltava luz, faltava força, faltava o primordial

Nem Tim, nem Claro, nem Oi, nem Vivo; alma lavada

Eu era meio alguma coisa ali e tinha o essencial

Um horizonte aberto para o ar puro da jornada



Sem IPod, MP3, tablet, e-book, facebook… nada igual

Café frio, leite quente; a mesmíssima velha torrada

Senti-me um leque de seda se abrindo pro mundo real

Janelas, portas, coração com mimo: a alma habitada...



Súbito me sobe o sindico histérico feito um bagual

Dizendo da conexão do condomínio Flamboyant cortada

Se queria fazer pro suporte técnico a reclamação formal

Pelo prejuízo a todos causados na silencitude sitiada



Desliguei chorando... Esqueci TV, internet, celular, jornal

Quem mesmo era eu de novo ali - vida escancarada?

Um ser puro e pleno querendo me livrar de ser social

Sem qualquer rede de uma contemporaneidade ilhada



Estamos cercados no muro de tudo ser virtual

Que vida besta meu Deus – E a infância; e a juventude errada?

Filhos da Xuxa, do Orkut, do Twitter – filhos de ninguém e nada

Que falta de amor, de luz, de Deus, de afeto real?



A internet substitui a família; somos senhas. E a estrada

Esgotando horizontes entre arranha-céus e a escada

Guaritas, medos, rabos, antenas... e uma solidão pilhada

Tantas neuras, drogas. E a gaiola do vivencial fechada...



Voltei a dormir meu insano turno naquela nova estada

Sonhei uma outra vida, outro mundo, uma outra jornada

Muito além de mim, desse progresso, moderno, sacrificial

Porque talvez sonhando eu me livrasse de todo mal..

Mas muito triste acordei chorando de madrugada

A luz acesa, a tevê ligada, o computador dando o sinal

Que pesadelo de insano consumismo é uma rede social

Se as infovias efêmeras já não nos levam a nada?



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Silas Correa Leite

Santa Itararé das Letras

E-mail poesilas@terra.com.br

WWW.portas-lapsos.zip.net