"Artistas de Itararé, Cidade Poema"

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Capital Artístico-Cultural Boêmica do Sul de São paulo

BLOGUE ARTISTAS DE ITARARÉ CHÃO DE ESTRELAS

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Contatos: artistasdeitarare@bol.com.br

Clã dos Fanáticos Por Itararé, Cidade Poema

Palco Iluminado de Andorinhas Sem Breque

Os Dez Maiores Artistas de Itararé, Ano 2011

Dez Maiores Artistas de Itararé















01)-Maestro Gaya







02)-Jorge Chuéri







03)-Irmãs Pagãs







04)-Paulo Rolim







05)-Silas Correa Leite







06)-Paschoal Melillo







07)-Rogéria Holtz







08)-Dorothy Janson Moretti







09)-Regina Tatit







10)-Armando Merege







Itararé, Bonita Pela Própria Natureza

Itararé, Bonita Pela Própria Natureza
Nosso Amor já Tem Cem Anos

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quando os Oceanos Choram Um Menino


Triste Poema Historial Contemporâneo

 

QUANDO OS OCEANOS CHORAM UM MENINO...

 

(Somos Todos Aylan Kurdi!)

 

 

“Toda história é remorso”

Carlos Drummond de Andrade

Para o Menino Sírio Aylan Kurdi, In Memoriam

 

 

... o corpo de um menino sírio morto veio emergir numa praia da Turquia

Como se o mar revolto não compactuasse com o horror do dezelo humanus

A Europa – berço da civilização – e o estertor do inumanismo ocidental

Quando os oceanos choram um menino, é o fim da dignidade da espécie...

 

... E a nossa nave Terra, que em chinês quer dizer exatamente isso, Menino

E as marés chorando um menino; é como se estivessem chorando a própria Terra

Pobres seres abandonados de qualquer ética plural comunitária humanista

A nova desordem econômica mundial, e o caos do capitalhordismo americanalhado em áreas pobres do planeta

 

Índios, negros, palestinos; destruição, escravismo, saques por ouro, prata, cobre, silício, petróleo, terra

E genocídios, sangue por óleo, colonizações exploradoras levando falso progresso

Mas quando seres famintos como sequelas do que deixaram procuram paz e pão, e o apoio sobrevicencial dos que os exploraram

São rejeitados como imigrantes pobres, doentes, famintos; refugiados. E as nações se recusam a ajudar o que é refugo do capitalismo-câncer

 

... o corpo de um menino sírio de nome Aylan Kurdi, filho de refugiados, que foi emergir numa praia da Turquia

Representa um escárnio da civilização europeia e mundial em total decadência

De uma guerra em que todos perdem, mas o insano e nefasto lucro-fóssil ganha

E esse menino morto é um atestado de falência moral da sórdida raça humana...

 

Os ventos choram, as árvores choram, as chuvas choram, choram todas as mulheres

Choram todas as mães, artistas, pensadores, sentidores; a sensibilidade arrebentada

A sociedade pústula, a Europa indigna, a América Cloaca de estrelas vermelha de sangue de explorados

E um menino prostrado passa a ser o símbolo da falência do futuro na vergonhosa historicidade judaico-cristã...

 

Quando a barriga do oceano chora um menino, deixando seu corpo a beira mar

É o fim. É o ranço do neoliberalismo câncer, de privatarias, da inumana terceirização neoescravista

Enquanto lucrarem com a fome, com a miséria, com a exploração de regiões pobres do mundo

Somos todos aquele Menino ilhado na miserabilidade do hediondo estrume social, contemporâneo...

 

Somos todos aquele menino Aylan  - futuro! – prostrado sob o sal enfermo de um litoral

Filho de injustiças históricas; tentando se refugiar muito além da fome, da guerra, da morte

Quando a terra e o sal da terra e do mar deixam morrer um menino a mingua da consciência humana

Não há mais humanos. O nosso remorso é apenas uma lágrima no oceano de riquezas impunes, de lucros injustos... num mar de insanidade palaciais de potências amorais...

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Silas Corrêa Leite, Itararé, São Paulo, Brasil, Sulamérica do Sol.


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Silas Corrêa Leite do Jornal O Guarani de Itararé-SP, para o Jornal PRAVDA da Rússia


Poetinha  Silas do Jornal O Guarani de Itararé-SP, em Site do Jornal PRAVDA da Rússia

 

No site do Jornal PRAVDA da Rússia, no link http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/02-09-2015/39379-vira_latas-0/  internauta do mundo inteiro pode acessar e ler a resenha critico-literária do premiado escritor Itarareense, Silas Corrêa Leite, colunista do Jornal O Guarani do Clã Lages (Hermínio/Toninho). O link da internet aponta para comentários literoculturais do autor Itarareense sobre o novo livro do professor universitário Adelto Gonçalves, 'Os Vira-Latas da Madrugada', escritor que foi jornalista, tendo trabalhado no Estadão, Folha de São Paulo, Editora Abril e A Tribuna, de Santos, que é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), autor de vários livros de renome, e que ganhou em 1986 o Prêmio Fernando Pessoa, da Fundação Cultural Brasil-Portugal. O livro foi relançado agora pela Editora LetraSelvagem de SP e o Silas fez a resenha que o escritor elogiou.

Silas Corrêa Leite começou a escrever para o jornal O Guarani em 1968, com 16 anos e apenas o curso primário, quando ainda era garçom do Bar do Calixtrato. Migrando para SP em 1968, voltou a estudar, sempre escrevendo, colaborando com o jornais de Itararé. Depois de formado, ganhou prêmios de renome, vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores, promovido pela USP-Universidade de SP, que foi reportagem no Jornal O Estado de São Paulo e na Rádio Eldorado, quando, à época, recebeu telegrama do então Prefeito Nehir Carneiro parabenizando-o. Ganhou outros prêmios, inclusive no exterior, constou em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, até internacionais, com textos publicados também no Jornal Correios do Brasil, Observatório de Imprensa, Mundo Jovem, Trem Itabirano, e mesmo em fanzines, suplementos culturais e revistas eletrônicas no  Brasil, na Europa (Portugal, Itália), na África (Angola, Moçambique), América (EUA, Argentina, Chile), sempre promovendo causos e acontecências de Itararé. Também foi destaque em todas as redes sociais, e mesmo na mídia televisiva, como TV Bandeirantes, TV Cultura, Canal Universitário, GNT, e ainda no Diário Popular, Jornal da tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e outros veículos de comunicação. Foi ainda destaque no Vestibular de Letras da FAFIT de Itararé, e no vestibular da VUNESP-SP, além de premiado no Mapa Cultural Paulista, representando Itararé. Poetinha Silas como é conhecido em nossa cidade e região, foi o primeiro homenageado no Centenário de Itararé, quando teve seu Hino ao Itarareense oficializado pelo Legislativo Municipal e recebeu o Titulo de Cidadão Itarareense. A cada dia se confirma toda a carreira do colunista do Guarani, que começou no jornal, e que cada vez mais refirma assim sua carreira, já em vias de lançar outros livros, com três contratos assinados, e constando em mais de 800 sites, até internacionais, promovendo a chamada Literatura Itarareense, justamente homenageada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, no último desfile de aniversário de Itararé.

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http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/02-09-2015/39379-vira_latas-0/


CULT NEWS


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Resenha Crítica do Romance "Separada e Dividida" de Clélia Gorski, de Itararé-SP


Breve Resenha Crítica

“Separada & Dividida”, o Romance-twister de Clélia Gorski

 

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar

e a voltar sempre inteira. -  Cecília Meireles

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Clélia Gorski é uma mulher extremamente bonita e refinada, nascida em Itararé, SP, jornalista, publicitária, com conhecimentos e vivências nas áreas de apresentadora, repórter, editora, produtora, assessora de imprensa, com trampos em canais de tvs como Record, Cultura, Gazeta e mesmo na Rádio Eldorado. Seu romance de estreia “Separada e Dividida” traz tudo isso de vivencial, tudo junto e muito misturado (temperado) na obra, que quando lemos a “dança” dela também feito um twist de escrevivências, vemos um filme passando em nossa cabeça, mas, ao contrário, por exemplo, de Comer, Rezar e Amar, com Clélia Gorski é, literalmente isso mesmo: Correr, Zerar e Amar... Toda vida tem a estatura de uma peregrinação, para que busquemos nossa iluminação toda própria, peculiar, interior, por nossos próprios meios, escolhas, até o conduzimento de situações periclitantes da vida, para, então, evoluirmos e aprendermos com as trilhas, sofrências, erros e acertos, até o nosso refinamento íntimo, já que a borboleta nunca pode voltar a ser casulo. Sonhar dói? Alice no país das maravilhas, ou nesse mundo masculinizado em que o coelho diz que somos todos loucos? Ou é quando Alice não mora mais em si, mas no outro, no amor, e na dor, no conhecimento da dor, já que aprender é limar-se, evoluir, ter a iluminura?

 

"Na impossibilidade das lágrimas, choro tinta", diz um poeta paranaense, cujo nome me foge agora.  Mas é mais ou menos por aí, o belo historial todo do romance “Separada e Dividida” (Editora Talentos da Literatura Brasileira-SP),  da Jornalista Clélia Gorski. A narrativa tem todo um lado twister-escorpião, revelando, desvelando, feito um diário de percurso. Afinal, dançar, costurar, viajar (a logística da sobrevivência possível), cozinhar, planejar, e ser-estar-permanecer mãe acima e sobre todas as coisas, não está pra peixe, sereia, ninfa. E tudo isso, ainda, o lado feminino na florescência de um mundo masculinizado... Pensa que é fácil ser mulher moderna assim? Alice, a personagem central, narradora, meio psicóloga, meio filósofa, é tudo isso e muito mais, e ainda com a sua trilha sonora... no estúdio da alma. Ah a postura açucareira dessas mulheres de alto gabarito, quando sobem nos saltos, e nos ensinam a amar o amor...a sermos e parecermos mais humanos.  Mas, como se diz, quando estamos amargos, temos que rebolar, porque o açúcar está no fundo da xícara, e temos que mexer com ele, nos adoçando, apesar de tudo. A vaidade é um rímel na asa. Contrastes, cores, músicas, correrias, enfrentamentos, e Alice rebola na sua dança sobrevivencial, contando rupturas, amores, recomeços, idas e vindas... Como diria Elis Regina: “dançando na corda bamba sem sombrinha”, e ainda assim estimar, cismar, perquirir, vencer. Já pensou? E toma ioga, boxe, cursos, a reconstrução, a autoestima, a tal da resiliência. Separada e divorciada, dividida é pouco: multiplicada! Mulher moderna e brilhante é isso: precisa refluir a alma pra se coçar, se encantar, se reerguer das cinzas. Trabalha, estuda, faz cursos, musculação, faz esteira, pois é: socada, fatiada, mas nunca desistindo e sempre permanecendo ativa e vencedora, pois é uma mulher acima da média. “Resgatar-se é como dar uma festa, e ser, ao mesmo tempo, o anfitrião e o convidado mais esperado”, disse Marla Queiroz. Pois esse romance da Clélia Gorski, “Separada e Dividida”, é exatamente isso, um palco-vida-livro, com holofotes da alma guerreira se pronunciando em todas as palavras, cores, letras e músicas, meio Clarice Lispector, meio Cecilia Meireles, meio Hilda Hist, meio Silvia Plath, meio Cora Coralina, meio Adélia Prado, tudo moído, separado, flechado, escancarado (janelas abertas para o céu da busca?), tudo assim mesmo juntado e costurado com a fibra da peregrinação, a resina da luta, a anilina do tempo, e o próprio perfume de uma lutadora cheia de fé no próprio taco, e, ainda assim, moleca e cheia de graça e amor pra dar. Só as almas de açúcar cristal são felizes depois de tudo?

 

No livro a narrativa flui, e você embarca, e toma assento das buscas, das estimas, dos conflitos, dos desesperos, da mãe, da mulher, da Alice e sua brincadeira de ser feliz, de sua braveza para vencer etapas, de sua tentativa de conciliar várias situações com o eixo norteador de si mesma, mulher sujeita de seu próprio destino, com todas as enfrentações de percurso, feito um romance-vida que daria um filme, também, tipo assim: “ensina-me a sobreviver”. Ah a cara cara-metade, o olhar-se no espelho de Alice, ressentimentos, emoções aflorando, “mulher do século XXI que está prestar a virar pó, de tanto ser aspirada pelas milhares de tarefas a cumprir” (pg 31). As zonas de colisões, de acomodamentos. Você lê a alma da autora no que ela escreve... Ela se desnuda, mas, vencedora, no seu melhor momento. Ah o certo e o errado, as circunstancias e as atitudes, os cuidados e os vazios... a sorte (sorte?)... o destino (destino?) ... encontros e desencantos, correndo riscos, e a mão na massa... pois pinta e borda (vive!), brilha, aqui e ali, a vida de ponta-cabeça,  tentando fazer tudo sem começo, meio e fim, e acabar descobrindo que é um elo parte integrante de um todo cósmico que é eterno... e acabar tudo  em livro...  

Diz Evelin Pestana: “A dor emocional traz em si não apenas o que o outro não foi para nós, mas, sobretudo, o que não fomos para o outro. Entre o que esperávamos do outro e o que esperávamos de nós, nesse entre, podemos encontrar os recursos necessários para fazer da dor, caminhos. Está no "entre dores" a possibilidade de transformar nosso olhar em um olhar amoroso sobre nós mesmos”.  E depois,  como diz Pepino Di Capri, na romântica balada italiana “Il Mondo”(citada pela autora no livro): “O mundo//Não parou nunca um momento//A noite persegue sempre o dia//E o dia virá...” Alice não mora mais em si? Separada, fatiada, dividida, flechada, socada, costurada, reconstruída (iluminada), Alice não mora mais em si. Mas sua “almamãe”, sua alma avelã, mora na alma do mundo, a terra-mãe, ela mesma artesã de sua própria história de vida e de luta; e de conquistas, claro. O “líquido que jaz no repouso” (Alquimista da Alma, Poema da autora no livro, pg 186), mostra a obra depurada, liquida e certa, ela mesma, a autora/ (a personagem Alice?), entre a dor e a endorfina, e, romance de estreia, autobiográfico ou não, mas pondo as manguinhas de fora, e altiva –  no auge de sua vida-livro -   se dizendo presente como criativa escritora, e se assinando também ainda assim como competente romancista. Que aventura, que conto de fadas é a vida de uma mulher especial?  Ah, o final feliz é sempre aquele eterno e bendito Recomeçar...

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Silas Corrêa Leite – Poeta, blogueiro, professor, autor de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, Editora Autografia, RJ


BOX:

Livro “Separada e Dividida”, Romance, 188 páginas

Autora Clélia Gorski, Jornalista, Publicitária

Editora Novo Século/Selo Talentos da Literatura Brasileira, SP, 2015



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Escritora Clélia Gorski de Itararé, Lança Livro SEPARADA E DIVIDIDA


GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Novo Romance de Silas Correa Leite



 

LANÇAMENTO DE ROMANCE - Release

Contrações Do Novo Romance de Silas Corrêa Leite

“BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, GUTE GUTE”

O menino/Desengonçado/Estende a mão (...)

As palavras?/As palavras mergulham...

                        In, Galeio, Francisco Marques, Petrópolis

 

Está no prelo, pela Editora Autografia do Rio de Janeiro, o romance GUTE GUTE, BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, a mais nova “loucura literária” do polêmico (e premiado) literato Itarareense (poeta, ficcionista e blogueiro premiado), Silas Corrêa Leite, tachado pelo Antonio Abujamra (Programa Provocações/TV Cultura de SP), de “O Neomaldito da Web”, e que hoje está publicado em mais de 800 sites, vários links de renome, até na América espanhola, Europa e África.

O escritor, já autor de outros livros, todos “diferenciados”, por assim dizer, esteve em crise de saúde, de anos atrás até mais recentemente, após perder a matriarca querida em Itararé, tendo vivido tempos difíceis, mas, ainda assim e por isso mesmo, profícuo criador na sua “dorpoesia”, claro, e, ao bolar este romance “louco”, também por assim dizer, parece que ao escrevivê-lo se “livrou” de  tamanha tristeza e angústia. Ao escrever GUTE GUTE colocou toda amargura para fora de sua orfandade sofrida, daí surgindo, nascendo, aperfeiçoado enquanto romance e enquanto literatura de primeira, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório. Sorte dos leitores dele, e do grupo Leia Silas, que no Facebook beira cinco mil amigos.

O que uma criança na barriga gestora da mãe sente, como é que é a rotina do trono umbilical e seu entorno, as reinações da grávida chorando de barriga cheia, como o baby se comunica com a mãe dentro da barriga adjacente, como é que ele pode se comunicar com outras crianças superdotadas ou sensíveis em outras barrigas-valises passantes, em berçários-ninhais. Com amor, humor, entre alegrias e sofrências, o autor destila-se como ele mesmo fosse o filho da mãe, bendito fruto, e contasse desde a fase intrauterina de uma criança, até arrebentar-se na barriga do mundo. O hormônio da mãe, refletindo no baby, as relações e afetos maternos entronizados para todo o corpóreo em formação, pelo duto do cordão umbilical, feito uma navezinha em formação acoplada no planeta barriga.

O leitor vai se encantar, se emocionar, sentir-se criança de novo, se colocar no lugar do escritor, no lugar do bebê, de onde talvez nunca queria ter saído. Quem tem mãe não tem medo, disse Henfil. Mãe é Mãe, Coca Cola é Coca Cola, diz o mote ridente das redes sociais. Pois o escritor também, filho da mãe, conta como é ou como poderia ser (salvo pela imaginação?); dá voz ao baby, que, sim, antes de vir à luz, quer falar, quer dar à luz a sua interpretação de meio, gestão e expectativa de vida. Vivemos mesmo só nove meses? Ao ler o livro você vai se sentir na pele da mãe atiçada, como enjoos, com desejos; na pele do bebê atiçado, cheio de perguntamentos e quireras de entendimentos espaciais, e precoce; na pele do pai babão e manteiga derretida, corinthiano, e, claro, só podia, também na pele do escritor, em mais uma obra com a sua marca, a sua cara, a sua especialização entre surrealismo, realismo fantástico e invencionices fora do convencional, quando não assustadoramente criativas. Ser mãe é padecer no paraíso, disse o poeta. Ser filho é contar lorotas, peraltices, sentires, pensares e falares deste o ventre?

Este é o novo livro maluco beleza, essa é a obra. Sinta as contrações do parto do livro e do nenê espeloteado e traquinas, transpolar e hiperativo desde a fase barrigal. Já pensou? O que o bebê quer dizer, o que ele sente, pensa, imagina, cria, e espera. Entre sem bater. Tem gente. Bem-vindo à Barriga Experimental de Repertório de GUTE GUTE.

Logo o livro estará à venda online, no site da editora, em formato de ebook, para leitura no Kindle e mesmo em formato de EPUB.

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Cult-News, Release - La-goeldi@bol.com.br




 

 

 

sábado, 11 de abril de 2015

Leitora de Silas Correa Leite, Fala sobre o Literato "Fabricador de Livros"


Para  - Silas Corrêa leite - poesilas@terra.com.br

 DEPOIMENTO DE LEITORA

O Ciberpoeta Silas Corrêa Leite, “Beer-Man” Zenboêmico é uma Fábrica de Livros Num Pais de Analfabetos?

-Fábrica de livros, disse um leitor, bem inteirado. E nenhum virou livro-bomba, nem explodiu nas paradas da Revista Veja. 19 livros (logo teremos outros) e nada, se não mal-e-mal algumas criticas elogiosas em sites marginais, ou de renome, até fora do Brasil, ou um ainda de contos premiados finalista do Telecom, Portugal. Vc escreve porque vc é louco? Nomes de livros bem sacados, Porta-Lapsos, Desvairados Inutensílios, Goto, para não dizer de Campo de Trigo Com Corvos, Troios Perigritantes, Mocorongos, Pirilâmpadas. Vc não deveria parar de escrever? E pq é louco de criar tantos neologismos? Se bem que seus prêmios de renome valoram sua ousadia. Ou não? Pq ainda não foi descoberto por uma chamada grande editora do eixo RIO-SP? Se bem que saiu em programas loucos de TV, Provocações, Metropolis, Marcia Peltier... Temperando o Papo... Tb ganhou prêmios até fora do Brasil, na USP, em Portugal (Instituto Piaget), consta em mais de 800 sites até no exterior, em mais de 100 antologias literárias internacionais e até da Biblioteca Nacional na era do Ivan Junqueira? Vc não existe...

Mais de mil cadernos de rascunhos poéticos de 200 pgs cada um, com capas em desenho abstrato heráldico. Poemas, contos-lâminas, twiter-poemas, twitter-contos, ensaios, criticas literárias, resenhas, vários ebooks, bolou o primeiro livro interativo do reino da web, destaque na Revista Época, tese de mestrado e doutorado na UFAL... Você não vende por quê? O que vc escreve é diferenciado, não tem mercado, mas tb tem textos polêmicos como O Homem Que Virou Cerveja, Todos Têm Direito de Matar Três Pessoas, Todos Têm Direito de Ser Idiotas, e o Estatuto de Poeta vertido pro espanhol, inglês, francês e russo. Vc não deveria ir embora do Brasil? Vc só vai ser lido, entendido, quando morrer, como o Rodrigo de Souza Leão que era seu fã e entrevistou vc?

Você escreve sobre coisas que ninguém antes pensou, sacou antes, ou mesmo nem imaginou que um ser humano normal pudesse escrever... Vc usa drogas? Vc não existe. Vc teve uma vida sofrida, família pobre, de engraxate a poeta e contista premiado. Por que vc não se joga do alto da sede da Folha de SP para virar pop e então alguma editora possa se interessar em relançar seus livros, mais os outros inéditos, mais os cadernos. Vão passar anos lançando vc, faturando com a sua morte... Vc disse no Provocações (TV Cultura/Abujamra) que corta os pulsos com poesia. Vc regula bem?

Vc escreve desde 8 anos no primário, desde 16 em jornais, está com 62 anos, e até agora apesar de ter tido por várias vezes seus cinco minutos de fama ainda caça espaços nas redes sociais, com seus links como Silas e suas “siladas” (humor em alto astral e alto nível literocultural), vc  já caiu no vestibular da UNESP, foi bolsista da FAPESP-USP, escreve loucuras e poemas sociais, contos assustadores, vc é um perigo, vc tem pacto com quem? Vc não deveria voltar para Itararé e esquecer isso de escrever loucuras, medos, rabos e feridas acesas?

Se ligarem um cabo qualquer em sua cabeça, vc escreveria um livro por dia; vc deveria ter um programa na web tipo FALA QUE EU TE EXPLUDO (Desvairados Inutensílios), mas vc não é amigo de ninguém, não aceita teste de sofá, tá lascado, vc deveria fazer greve de fome com todos os seus cadernos ao lado, prêmios, cursos, livros, antologias; vai morrer de fome, claro, mas vai sair no Jornal Nacional... Boa Noite: Poeta Louco Morre Inédito...

Quando é que vão descobrir vc?

Pois é, poeta Silas Corrêa Leite

Esse depoimento é pra vc, cheio de mim, de si, de Si...lás...

Quando vc morrer e ficar famoso, posso dizer de vc...

Sua fanática

Maria Cecilia Mainardi

GRUPO LEIA SILAS


 

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


Lucas Dranski, Talento Precoce, Faz Resenha do Romance GOTO de Silas Correa Leite


 

 

Breve Resenha Critica

 

Resenha GOTO – Romance – O Reino Encantado do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Corrêa Leite

 

 

A Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, Terra do Nunca, é como o autor se refere ao cenário de toda a mágica e contagiante história de Goto, romance engenhoso e excêntrico de meu grande amigo, Silas Corrêa Leite.

Neste livro-labirinto, tudo começa sem começo, tudo se inicia nas contações inusitadas de Ari, um menino-reflexo do autor, intrigante, de personalidade vivamente literária. Pobre, mas vencedor, o menino é um sonhador que, durante o decorrer da leitura, ajuda o pai no seu ganha-pão, trabalhando à noite, levando pessoas misteriosas à outra margem do Rio Itararé no seu barco mais mágico do que de madeira. Ari, ou Goto, tipo conversadeiro, narrador, fala com seus “clientes” durante horas, fazendo suas viagens parecerem o infinito dentro de minutos. O menino é literalmente uma fenda temporal.

Depois do trampo, cansado, sujo, deficiente, ainda arranja tempo para cuidar da mãe, e contar para o pai as narrativas mirabolantes cada vez mais esquisitas que vinha aprendendo com seus supostos viajantes.

A partir daí, a história se adentra no mundo da fantasia, e cada conto do menino dá a parecer que o leitor embarca numa peça de teatro, depois num filme vintage, ora entra num conto de fadas desconcertado. Com toda a trama se desenrolando, como gato brincando com novelo, Goto te impressiona, te conquista e desperta em você a vontade de correr à casa do autor e bater palmas. Não se enganem os leitores em achar que este místico romance é apenas um livro, pois estou certo de que seu algo a mais corresponde à uma obra de arte impressionante e contagiante!

 

Lucas de Lazari Dranski

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Lucas de Lazari Dranski, 15 anos, escritor, poeta, cristão protestante, possui curso de Língua Espanhola completo, cursa Serviços Jurídicos (ETEC) integrado ao Ensino Médio e Inglês. Nasceu na cidade de Curitiba-PR e, atualmente, mora na cidade de Itararé-SP, divisa dos estados de São Paulo e Paraná. Pretende fazer faculdade de Direito e, posteriormente, Filosofia. Diz o Lucas, talento precoce: "Sempre fui fascinado por livros. Quando era pequeno, ia com meu pai debaixo de chuva à biblioteca e pegava livros na minha carteirinha, e na dos meus pais. Fora minha mania também de esconder livros que eu gostava para pegar depois. Eu sou jovem, li muitos livros que acabam se tornando poucos no longo caminho da vida. Os que mais me marcaram até agora foram: A Bíblia; Dom Quixote; A Volta ao Mundo em Oitenta Dias e Viagem ao Centro da Terra (ambos do meu autor infanto-juvenil preferido, Júlio Verne); O Massacre da Noite de São Bartolomeu; O Banquete; O Mundo de Sofia e O Dia do Coringa, ambos do ilustre Jostein Gaarden); Assim Falou Zaratustra... Finalmente descobri que qualquer pessoa pode criar um desses universos fantásticos apenas com uma caneta e papel, não consegui acreditar. Treinei, e treino até hoje. Escrevo o que me dá na cabeça, o que minha mão manda escrever. Poeta é assim, não tem controle do corpo, quando quer escrever,

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As Crônicas Maviosas de André Luiz Leite da Silva, Escritor de Itararé


Resenha Critica

AS CRÔNICAS MAVIOSAS DE ANDRE LUIZ LEITE DA SILVA DE ITARARÉ

“Não é no conhecimento que está o fruto,

é na arte de apreendê-lo”  - São Bernardo

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-Pensar filosoficamente, em tese, pode implicar em compreender as coisas, aqui e ali, de um modo geral, a princípio, por assim dizer, caótico (para os gregos, o caos consistia no abismo profundo, anterior a todo ordenamento), numa contínua busca de tentar compreender a realidade não como algo dado, pronto e resolvido, mas como algo a ser concebido. Com suporte narrativo nesses questionamentos desde o tear criativo inicial, o autor, querido amigo de infância, André Luiz Leite da Silva, servidor público na área de segurança pública (e, portanto, vivenciando a dura realidade de sequelas sociais perigritantes), e graduado em Filosofia, viaja textualmente na busca de tentar compreender e se inserir no pensamento contemporâneo do “humanus”, nesses tenebrosos tempos do politicamente correto, dentro do que poderíamos nominar de uma corrente filosófica humanista (depois do fim das chamadas utopias), e, porque não dizer, neoexistencialista, apontando crônicas pontuais e datadas que nos fazem pensar o sentir, sentir o pensar, refletir e avaliar o problematizado mundo pós-moderno, da individualidade sistematizada em cada um por si e salve-se quem puder, de infovias efêmeras, portanto, André Luiz, no escrever contextualiza assim o próprio pensar e o próprio sentir de uma maneira bem perspicaz, crítica, mas consistente e principalmente com belo vezo humanista, sintetizando em graciosa prosa poética até, o que pensa e sente a partir de leituras, observações, compreensões, acima e sobre todas as coisas tentando compreender a própria alma humana, mais do que ela compreende a si mesma. A vida é uma mentira na qual a civilização entre a Barbie e a barbárie ainda não tem consciência? Periga ver.

-Escrevendo o livro “...EU VEJO VOCÊ”, seleta de crônicas, não dá respostas, antes, aponta novos questionamentos contundentes. Não responde a perguntas, antes, implica em novas indagações no contexto do que narra. Não tem e nem traz verdades perfeitas, plenas e acabadas, em absoluto, mas, de per-si fere a própria pele nos perguntamentos cruciais. Parafraseando Benjamin, Peter Paul Pelbart dizia que não deveríamos nos deixar embalar por um determinismo tão apocalíptico quando complacente, mas que era “preciso escrever-se esse presente a contrapelo, e examinarmos as novas possibilidades de reversão vital que anunciam esse contexto”(...). O que é o conhecimento? O que é a realidade emergente? Qual o sentido da existência propriamente dita? Escovando os subterrâneos da consciência social, tentamos redescobrir o próprio encanto de perceber os moinhos e as pedras rolantes da vida, tentando compreendê-la e também como são as coisas, ou ainda não são... Ferreira Gullar cantava: “Uma parte de mim é permanente(...)/Outra parte/Linguagem...” (Traduzir-se). Existir, à que será que se destina, cantava Caetano Veloso. E ele mesmo, numa balada seguinte se respondia, na sua liberdade criativa: “Cada um sabe a dor e a delícia/De ser o que é...”. Escrever (criar) é isso: dar testemunho de visões de apuramentos interiores, buscas espirituais, a razão e a irrazão nas fermentações, com olhares viçados sobre o incompreensível. Na vida somos todos passageiros de angustias e resignações sublimadas? A verdadeira consciência é ser percebedor do mundo, no caso, percebedor imaginante, pensante, atuante. Filosofar é ser amante da sabedoria, e criar conceitos novos é o objetivo da filosofia, porque, segundo Aldous Huxley (in, Admirável Mundo Novo), a finalidade de todo condicionamento é fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar, e, falando sério, muitos ainda adoram regras, normas, redis, refis, currais, manadas, conceitos dinossáuricos e até mesmo religiões, como uma espécie assim de adestramento nas suas fantasias mal resolvidas, nas frustrações, neuras, irrealizações e incompletudes. A inquietude é a falsa medida de todas as coisas não compreendidas, e as sequelas disso inumanam o quase possível humano em nós? Ah as reservas de algum gomo neural selvagem dentro de nós, entre nós... A bem dizer, poderíamos citar o poema:

-“O rebanho trafega com tranquilidade o caminho: /é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue/ao campo ou ao matadouro. /Nenhuma raiva /nenhuma esperança o rebanho leva, /pouco importa que a flor sucumba aos cascos /ou ainda que sobreviva. /Nenhuma pergunta o rebanho não diz: /até na sede ele é tranquilo /até na guerra ele é mudo - /o rebanho não pronuncia,/usa a luz mas nunca explica a sua falta /usa o alimento sem nunca se perguntar./Sobre o rebanho o sexo/que ele nunca explicava/e as fêmeas cobertas /recebem a fecundidade sem admiração. /A morte ele desconhece e a sua vida,/no rebanho não há companheiros /há cada corpo em si sem lucidez alguma(...)/O rebanho não vê a cara dos homens /aceita o caminho e vai escorrendo/num andar pesado sobre os campos”. (O REBANHO E O HOMEM, José Carlos Capinan).

-Em belas crônicas, de questionamentos intermitentes, tácitos ou contundentes, André Luiz revela a própria alma inquisidora, no contexto das inquietudes da vida e da sociedade hipócrita, tentando significar para si a razão de ser, de estar e de permanecer no mundo, e assim, de modo sutil ou irônico narra, tripudia, detona, questiona, implica e escreve sobre a sua compreensão dessa espécie no sublimado caos querendo organizar tudo, e relata as próprias relações da vida, e suas impurezas, de purgações a sentimentos de viver isso tudo, e, mais, sobreviver para fazer-se humanus entre pouco humanus ou pseudohumanus. Há olhos de ver e olhos de enxergar, diz o sofista. Ver e sentir pesam olhares sobre clarificações. Pensar o ver, pensar o sentir apurado, sensível, deu nisso. Crônicas de um tempo, de um lugar, dentro de um mundo que, quer queiram, quer não, ainda é um ponto de interrogação à beira do abismo. O ser humano? Bem, essa é questão, o ser e o não-ser, parafraseando Shakespeare. Monteiro Lobato dizia que o homem é a pior poluição do planeta terra, porque é uma poluição inteligente. A melhor filosofia é ser feliz? Ou a melhor filosofia é colocar o dedo na ferida disso tudo, feito uma antena da época, como preconizou Rimbaud?

-A vida também pode ser a arte do encanto de pensá-la, senti-la, nutrí-la de beleza e principalmente questioná-la a partir daqueles que têm uma opinião formada sobre tudo (Raul Seixas). Talvez, mas só talvez, então devamos num primeiro momento buscar a agregação para diálogos, o deguste zen-boêmico, seguindo as leis de Baco, nos posicionando em relação a tudo isso, trocadilhando o poeta roqueiro Renato Russo, sentenciando que, sim, “é preciso amar as pessoas/Como se não houvesse Wifi”(...). Perguntas nos trazem respostas com brumas, e depois outras novas perguntas,  assim, escrever não deixa de ser a filosofia de pensar a própria busca de nós conosco mesmo, nesses tempos que, sedentários e consumidores em potencial, não podemos deixar a comodidade, a insensibilidade e a paranoia continuarem vencendo. Resistir é preciso. Escrevendo que seja. E escrever é como acender fósforos, como pertencer-se a uma tribo na senda cósmica que acaba por fim sendo uma trincheira de resistência em assentos de refinamentos íntimos, nessa peregrinação que nunca acaba em nós, mas mostram almas vivas em jornadas espirituais, de, sim, tentar compreender a vida, o mundo, a civilização, a raça humana, ô raça! Leia e veja-se, pois, afinal, está escrito: “As batalhas nunca se ganham. Nem sequer são travadas. O campo da batalha só revela ao homem a sua própria loucura e desespero, e a história não é mais do que uma ilusão de filósofos e loucos”(William Faulkner, In, O Som e a Fúria).

Silas Correa Leite

O autor, ciberpoeta, blogueiro e professor, escreveu “O Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé”, Romance, Editora Clube de Autores. Site: www.portas-lapsos.zip.net



sábado, 21 de setembro de 2013

GOTO, Romance de Silas Correa Leite




Resenha Critica
GOTO, Novo Romance de Silas Correa Leite
GOTO - A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé
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Os seres humanos me assombram
Markus Zusak

Prosseguindo na sua bela carreira já provada brilhante, arrojada, sempre com surpreendentes idéias novas e fora do comum, o literato premiado Silas Correa Leite lança seu vigésimo livro, e, desta feita um Romance de mais de 400 páginas, denominado GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé. Uma obra literária que evoca a fauna ribeirinha de uma cidade boêmia, Itararé, terra do autor, com seus tantos eméritos contadores de causos do arco da velha, em que um estouvado menino deficiente físico ao ganhar idade fica com a missão de imitar o pai e levar passageiros no barco Faísca de Aladim do lado paulista do Rio Itararé, à uma cidadela no Paraná, Bom José da Versalhada que mais parece uma cabeça de burro.
O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e começam a acontecer coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua platéia pais naquele ermo rural.
Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que vêm no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente.
Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. Silas novamente surpreende nesse romance que levou cinco anos para ser elaborado, e os causos do arco da velha surpreendem ainda mais, mais a alma do menino sendo revelada assim como vão revelando, como o rio-alma do lugar para lá de um recanto rural em que o Judas perdeu o All-star.
Você se delicia com o alto estilo peculiar do autor na narrativa garbosa, com os causos que trazem a fala ribeirinha do contador náutico, mais as alegrias e tristezas disso, quando o lugar também começa receber gente que não são dessas paragens. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos e tudo mais.
Goto é isso: um romance literalmente de peso. O autor faz uma leitura territorial, humana e algo fantástico bem condizente com seu estilo e sintaxe própria, como se o lugar fosse assim uma espécie de encruzilhada de outra dimensão. Goto, feminino de gota, e sua história de vida, um inocente, puro e simples ser humano querendo andar nas palavras, saltar pocinhas nas falas, calcanhar de frigideira, andar de segura peido, e a cobrar além do custo da empreita pela viagem no rio Itararé, também um causo, uma história de lambuja, uma fala mansa para depois seu bico doce retratar empostando voz aos genitores. Silas Correa leite vai narrando as acontecências e lendo a alma-água do menino, pondo o leitor fervoroso a indagar o que é aquela tal contação de todo santo dia, o que realmente GOTO é ou pode ser, o que aquele lugar marcado de curva de rio fez dele, o que ele mesmo sonhou, sentiu, pensou e fez de si mesmo – na alma, no coração, no espírito, no psicossomático por décadas levando e trazendo o que mal sabe o que é ou ao é. A mãe submissa, o pai interesseiro, o rio com altas e marés e a canoa também meio encantada já conhecendo a fala do dono, e vai o romance bem proseado, como se fosse o autor, ele mesmo, uma espécie assim de Goto também.
História com começo, meio e fim, muito bem tramada, gostosa de se ler, densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe do autor apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, mais aparecimento de moedas franceses do tempo de Debret e Saint Hilaire (que passaram por Itararé) dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro.
GOTO ainda vai ser reconhecido como um dos melhores livros lançados por Silas Correa Leite. Jean-Paul Sartre dizia que ninguém é escritor por haver decidido dizer alguma coisa, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Assim é Silas Correa Leite nessa obra prima que é O GOTO. Bem-vindo à lenda do reino encantado do barqueiro noturno na terceira margem do rio Itararé.
O livro está à venda como ebook ou como livro impresso no site:

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Antonio T. Gonçalves

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

LIVRO O TAL DA POESIA DO TAL DO POETA DE ITARARÉ SILAS CORREA LEITE

LIVRO O TAO DA POESIA DE SILAS CORREA LEITE






Poemas confeitos, como jujubas; guloseimas com sal e açúcar de elevar o espírito. O Tao da Poesia traz reflexões lítero-poéticas do autor, escritas ao longo de quase cinquenta anos lendo, pensando, sentindo, contemplando e criando. A vida, os paradoxos dela. O céu e o inferno aqui mesmo. Viver é lutar mas também é elevação, e a arte pode ser uma escada para o céu, assim como a poesia é um canal até filosófico de conceitos, líricas e pertencimentos. Feito um 'Silasbashô' tropical, feito um livre pensador que trabalha a poesia como fermento, inspiração e técnica de aproximação consigo mesmo, o autor assenta poemas que fazem pensar, que tocam, evocam e fundamentam releituras desde o que somos, de onde viemos, para onde vamos, o que é uma alma, um espírito, um ser em floração, um coração, tudo ornando a filosófica arte poética com sintaxe toda própria, mais a elevação espiritual que se espera de uma leitura de primeira grandeza. O TAO DA POESIA é um mosaico de poemas, um sachê de versos esplendentes, para dar sustentação ao ser enquanto humano e enquanto buscador. Na casa do Pai há muitas moradas? Tao é o caminho, e, aqui, poeticamente, uma videira, uma trilha, entre o sal e o açúcar, entre crisântemos e a própria busca do arco-íris dentro de nós mesmos.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013



Código do Itarareense-Andorinha

01)-Itarareense não tem pais. Faz do Céu de Itararé e da Terra de Itararé, seus pais, sua família, seu lar terreal, e em Itararé se sente dentro do seu próprio coração 02)-Itarareense não tem casa. Faz da aldeia Itararé o seu ninhal, a sua casa, e a leva na alma, na mente, no coração, como uma honra, um orgulho, uma bandeira 03)-Itarareense não tem poder divino. Faz de seu amor por Itararé, o seu poder divinal, com a graça de Deus
04)-Itarareense não tem pretensão. Faz da própria iluminura pessoal por Itararé, a verdadeira pretensão de amor e paz 05)-Itarareense não tem poderes mágicos. Faz de sua personalidade especial de Itarareense, os seus poderes mágicos, encantados pelo prazer de viver com humor e contenteza
06)-Itarareense não tem vida ou morte. Faz das duas umas, tem Itararé, de Itararé veio e para Itararé irá, então essa é a sua maravilhosa vidamorte, pois sabe que abençoadamente será Itararé um dia 07)-Itarareense não tem visão. Faz da luz e do relâmpago que conecta o céu com a terra, a sua visão telúrica como um vôo para o celeiro cósmico, eterno, infinital
08)-Itarareense não tem audição. Faz da sua sensibilidade espiritual, seus ouvidos, pois Itararé é forfé, é letral, é harmonia, melodia e ritmo
09)-Itarareense não tem língua. Faz da prontidão para o diálogo boêmio, o rebite da dialética sobrevivencial, por intermédio de sua língua chã 10)-Itarareense não tem luz. Faz de Deus a sua defesa, e de sua fé o seu baluarte de salvação em seu rincão natal, o seu paraíso de paz e luz como santuário
11)-Itarareense não tem estratégia. Faz do direito à vida o seu dever de salvar vidas também, pelo direito sagrado de ser feliz como eixo norteador, sendo essa a sua magna estratégia e orquestração
12)-Itarareense não tem projetos. Faz do apelo à imaginação o seu sonho, o que torna sua espiritualidade rica, como um soma para um interativo projeto de construção de uma vida melhor, um mundo melhor, uma peregrina busca evolutiva de todos por todos, todos por um e o uno, razão e fim, é a Estância Boêmia de Itararé
13)-Itarareense não tem princípios. Faz da adaptação a todas as circunstâncias, o seu próprio princípio e conceito existencialista de conviver e viver com solidariedade 14)-Itarareense não tem tática. Faz da aceitação da escassez e da abundância, uma coisa só, uma tática de semear constantemente, no amor e na dor, servir sempre, prosperar e enriquecer inclusive em conhecimento, conteúdo e ainda em filosofia, até porque, a magnífica grandeza de Deus usa os boêmios para confundir os sábios 15)-Itarareense não tem talentos. Faz de sua hilária imaginação fértil, um talento laborioso de edificar com graceza e prazeirança a suntuosa árvore da vida 16)-Itarareense não tem amigos. Faz de sua mente e de seu coração, sua arca vivencial por um humanismo de resultados, portanto sabe que toda vida na face da terra e do céu, é uma alma amiga
17)-Itarareense não tem inimigos. Os inimigos é que os têm
18)-Itarareense não tem armadura. Faz da benevolência, da caridade e da ética plural-comunitária, a sua armadura, e sabe que viver é lutar, então não foge à luta 19)-Itarareense não tem espírito. Faz do território pluridimensional de todas as vidas, o seu campo de lavanda, onde a perseverança é sua área de sobreviver, sua busca para dar frutos, dar flores, semear poemas e serestas
20)-Por fim, Itarareense não tem paraíso, até porque, Itararé não é um lugar, é uma terra da fantasia, uma terra do nunca (nunca a esqueceremos), Itararé é um lirial celeste aqui mesmo, Itararé é uma idéia, um triunfo, um estado de espírito. No campo de estrelas de Itararé, fazemos nosso céu, nosso abençoado chão, porque o que somos é a grande raiz de onde viemos, e para onde formos levamos quem amamos, então, se do céu de Itararé viemos, ao chão de Itararé voltaremos, esse é o perene Código Vital de todo Itarareense que é andorinha grande, andorinha sem breque, um verdadeiro Taperá!
-E quem for Itarareense que siga.
Silas Correa Leite

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Novo Livro de Silas Correa Leite, NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA




Livro de Alta Ajuda em Alto Nível


NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA

NOVO LIVRO DO POETA E PROFESSOR SILAS CORREA LEITE



Um livro para ser lido com a alma e compreendido com o espírito inebriado, pois foi escrito com o coração. Um professor escritor, poeta e ficcionista premiado, usando-se da palavra como ferramenta construtivista e sensitiva, e do criar com e energia positiva, em lucidez limpa, trabalha textos inspirados que dão sustentação, vão amparar espiritualmente e tocar sentimentos, corações e mentes. Pois NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA é um livro que fará o leitor repensar a vida página por pagina, rever conceitos com amor, com fé e esperança, enfrentando muito melhor os problemas, as dificuldades, conflitos e situações amargas. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, diz a balada romântica. Viver é lutar, disse o poeta. O autor sola silêncios, toca situações revisitadas, e ampara lucidamente pelo que narra em verso e prosa, dando assim suporte para a alma carente em busca de uma saída, uma luz, refrigerando-se a partir da leitura, coroando-se assim com um novo prisma além das enfrentações intimas. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA tem esse fito primordial: ser uma válvula de escape, ser uma saída emergente, uma busca calorosa e confortante, uma leitura rica. Você nunca mais vai ser o mesmo depois da leitura deste livro. Afinal, diz o próprio autor, “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós, Serão Flores & Frutos, e Recriarão Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA?
Quando você já não se cabe mais em si, a palavra de conforto é importante. Quando a barra pesada de viver quer provocar arrebentações; esmorecimento, tristeza e dor, você precisa se tocar, se reerguer, expandir horizontes; ganhar forças, meditando, orando, batalhando para então poder ganhar espaços em busca de paz, de luz e de esperança como inteligência da vida. Eis o livro de um autor todo especial, plantador de sonhos no canteiro das escrevivências, que sonha um humanismo de resultados. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA empolga, acalenta, diz a que veio no sentido primordial de servir e ajudar. Você vai ler e se sentir em casa, se sentir em você mesmo, se sentir de novo em si, ter um sustentáculo de incentivo e da própria palavra empenhada, para, com esperança reviçada prosseguir, remar contra a maré, vencer obstáculos, sair-se de si com grandeza e tentar outra vez que a luta é sempre e, como se diz, às vezes temos mesmo que matar um leão por dia. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA, tenha essa base narrativa primordial. Este livro veio sendo escrito ao longo de trinta anos, e os textos maviosos já serviram de conforto e incentivo de alta ajuda, em momentos preciosos em que o autor foi tocado a ajudar e se vez valer de suas palavras e narrativas, alguns trabalhos publicados em sites, jornais, revistas, fanzines, blogs, alguns até traduzidos para publicações no exterior, em outras línguas, inclusive. Os textos assim vão nominados como A Força Que Noz Alerta, Voe de Volta Pra mim, Salmo Para Uma Amiga Poeta (escrito as pressas para uma amiga que pensava em se matar) e outros. Leia o Livro. Você se emocionar, vai gostar.
Antonio T. Gonçalves

O livro NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA como ebook ou mesmo impresso, está disponível no site
OU: