"Artistas de Itararé, Cidade Poema"

"Artistas de Itararé, Cidade Poema"
Capital Artístico-Cultural Boêmica do Sul de São paulo

BLOGUE ARTISTAS DE ITARARÉ CHÃO DE ESTRELAS

"Artistas de Itararé, Chão de Estrelas"

Contatos: artistasdeitarare@bol.com.br

Clã dos Fanáticos Por Itararé, Cidade Poema

Palco Iluminado de Andorinhas Sem Breque

Os Dez Maiores Artistas de Itararé, Ano 2011

Dez Maiores Artistas de Itararé















01)-Maestro Gaya







02)-Jorge Chuéri







03)-Irmãs Pagãs







04)-Paulo Rolim







05)-Silas Correa Leite







06)-Paschoal Melillo







07)-Rogéria Holtz







08)-Dorothy Janson Moretti







09)-Regina Tatit







10)-Armando Merege







Itararé, Bonita Pela Própria Natureza

Itararé, Bonita Pela Própria Natureza
Nosso Amor já Tem Cem Anos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Hoje Eu Acordei - Poema Dedicado a Bill Gates

HOJE EU ACORDEI...


Para Bill Gates



Hoje eu acordei assim... meio sem sinal

Pois nada de mim me ligava a nada...

Um alto sol ardido como baita sonrisal

E eu espumando a manhã raiada...



Faltava luz, faltava força, faltava o primordial

Nem Tim, nem Claro, nem Oi, nem Vivo; alma lavada

Eu era meio alguma coisa ali e tinha o essencial

Um horizonte aberto para o ar puro da jornada



Sem IPod, MP3, tablet, e-book, facebook… nada igual

Café frio, leite quente; a mesmíssima velha torrada

Senti-me um leque de seda se abrindo pro mundo real

Janelas, portas, coração com mimo: a alma habitada...



Súbito me sobe o sindico histérico feito um bagual

Dizendo da conexão do condomínio Flamboyant cortada

Se queria fazer pro suporte técnico a reclamação formal

Pelo prejuízo a todos causados na silencitude sitiada



Desliguei chorando... Esqueci TV, internet, celular, jornal

Quem mesmo era eu de novo ali - vida escancarada?

Um ser puro e pleno querendo me livrar de ser social

Sem qualquer rede de uma contemporaneidade ilhada



Estamos cercados no muro de tudo ser virtual

Que vida besta meu Deus – E a infância; e a juventude errada?

Filhos da Xuxa, do Orkut, do Twitter – filhos de ninguém e nada

Que falta de amor, de luz, de Deus, de afeto real?



A internet substitui a família; somos senhas. E a estrada

Esgotando horizontes entre arranha-céus e a escada

Guaritas, medos, rabos, antenas... e uma solidão pilhada

Tantas neuras, drogas. E a gaiola do vivencial fechada...



Voltei a dormir meu insano turno naquela nova estada

Sonhei uma outra vida, outro mundo, uma outra jornada

Muito além de mim, desse progresso, moderno, sacrificial

Porque talvez sonhando eu me livrasse de todo mal..

Mas muito triste acordei chorando de madrugada

A luz acesa, a tevê ligada, o computador dando o sinal

Que pesadelo de insano consumismo é uma rede social

Se as infovias efêmeras já não nos levam a nada?



-0-



Silas Correa Leite

Santa Itararé das Letras

E-mail poesilas@terra.com.br

WWW.portas-lapsos.zip.net





Itararé na Semana do Livro Digital, Cyber Poeta Silas Correa Leite

Itarareeense no evento:



A versão tupiniquim da “Read an eBook Week”, promoção de livro digital que começou no Canadá e nos EUA. Aqui vai se chamar SEMANA DO LIVRO DIGITAL e será entre 3 e 9 de março, com descontos e mesmo ebook gratuitos (...Jornal Estadão/Caderno Sabático 23.02.13). Entre outros livros a serem disponibilizados no evento, estará o ebook de sucesso chamado “O RINOCERONTE DE CLARICE” do Cyber Poeta e escritor premiado Silas Correa Leite, de Itararé-SP. Esta obra é o primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, com onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, obra pioneira, de vanguarda e única no gênero, destaque na mídia, inclusive televisiva, e tese de mestrados e mesmo de doutorado pela UFAL. A Fundação DORINA de SP deve também converter a obra de literatura brasileira contemporânea em Braile. O autor tentará junto a IMESP-Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, lançá-la futuramente impressa, tendo em vista esse handicap historial. O Cyber Poeta Silas, ganhador de prêmios de renome, até internacionais, foi tachado pelo site Capitu de “O Neomaldito da Web”. Colabora atualmente em mais de seiscentos links da net, até no exterior, foi reportagem pelo Jornal da Noite, TV Bandeirantes/Márcia Peltier, no Metrópolis e também entrevistado no Provocações (Antonio Abujamra), ambos da TV Cultura de SP. Blogueiro premiado do UOL com seu link WWW.portas-lapsos.zip.net, o cyber poeta Silas, Educador, Jornalista Comunitário, ficcionista, ensaísta e critico literário, ganhou entre outros o Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor (Secretaria de Cultura do Estado de SP), Prêmios Simetria (microcontos) e Instituto Piaget (cancioneiro infantojuvenil), ambos em Portugal, e, além desse e-book de sucesso lançou os livros Porta-Lapsos, Poemas, Editora All-Print, SP, Campo de Trigo Com Corvos, contos Premiados, Editora Design, SC, inscrito para finalista do Prêmio Telecom Portugal, e O Homem Que Virou Cerveja, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora Primus/Giz, SP, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador Bahia, e está com um romance aprovado pela editora LetraSelvagem e um livro de poemas aprovado pela Editora Multifoco, RJ. Pesquisando o nome do autor na web, o leitor vai achá-lo com Twitter-contos, Twitter-poemas e umhilário e cult leque de criações chamado Silas e suas siladas, além de achá-lo também em quase todas as redes sociais.



Promoção: Veja LINK



http://revolucaoebook.com.br/veja-quem-garantiu-sua-presenca-semana-livro-digital/



Livro de Itarareense na Primeira Semana de Livro Digital

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TURISMO EM ITARARÉ, CIDADE POEMA



ITARARÉ (SP) - Trilha Ecológica - Páscoa. 28 a 31/03

Olá Poetas, Seresteiros, Turistas, Extraterrestres Viajosos, participem de mais uma inesquecível caminhada com a ACACS-SP !

Uma cidade cheia de beleza e cenários surpreendentes e relaxantes. Assim é Itararé, na região sudoeste do estado de São Paulo, divisa do estado de São Paulo com o Paraná. O nome da cidade em tupi-guarani significa “pedra que o rio escavou”. O rio Itararé, que corta o município nasce no bairro de Pinhalzinho, a 40 quilômetros da cidade onde a altitude é de 900 metros. O rio vence os desníveis, rompendo as rochas de arenito da região e, chega até a região do Corisco. Dali, até o Bairro de Coronel Izaltino, num trecho de 20 quilômetros, o rio e a natureza fizeram uma obra maravilhosa.



São cânions, grutas, fendas, túneis, cachoeiras, cascatas, “chuveirinhos” e minas de águas cristalinas. Perfeitos para quem quer se aventurar e relaxar. A cidade de Itararé conta com uma excepcional biodiversidade de flora e fauna devido ao encontro harmonioso do cerrado com os campos gerais, já característicos da região Sul do país. Localizada no sudoeste do Estado de São Paulo, Itararé tem uma extensão de 1.187 quilômetros quadrados. A altitude da sede é de 750 metros, com um relevo suavemente ondulado. Há vários tipos de solo, como terra roxa e o solo vermelho escuro. Conta com um extenso planalto, circundado pelo final da serra de Paranapiacaba e inicio da Serra Geral, que corta todo o sul do país. Chega a atingir a elevação máxima de 1.200 metros acima do nível do mar.

PROGRAMAÇÃO:

1º dia 28/03/2013: Quinta-feira – Apresentação às 20:30h, no Terminal Sumaré do metrô, na rua Oscar Freire, com saída às 21:00h – com tolerância máxima de 15 minutos de atraso.



2º dia 29/03/2013: Sexta-feira – Passeio com destino a Cachoeira do Lageado Grande, pequena caminhada (500 metros) até a cachoeira. Depois de alguns banhos, seguiremos para a parte de cima da mesma, onde encontraremos mais piscinas naturais e poços borbulhantes. Após um lanche de trilha, seguiremos para o cânion do Jaguaricatu, aonde há paredões em arenito, com aproximadamente 80 - 100 metros, que formam um mirante natural. No final de passeio o ônibus estará esperando na parte de cima próxima ao cânion, não precisando descer toda a estrada de novo. O trecho terá uma média de 10 quilômetros e, segue por estradas e por um pequeno trecho por trilhas. Retorno aproximadamente às 18:00h horas. A noite, um jantar em restaurante típico.



3º dia 30/03/2013: Sábado – Trilhas das Cachoeiras: Um passeio um pouco mais longo, com um percurso de aproximadamente 14 kms. (ida e volta), passando por diversas cachoeiras, sendo elas: Da Cabeceira, dos Veadinhos, dos Bugres, do Lajeadão, e do Poço Fundo, todas com opções para banhos em suas piscinas naturais. Ao final da trilha, será servido um lanche em uma fazenda, na verdade, um super café de fazenda, com direito a café com leite, bolinho de chuva, queijo branco, goiabada, bolo, pão caseiro, geléias e outras guloseimas. O café é uma atração do passeio e já se tornou tradicional nesta trilha. Previsão de retorno 19:00h. A noite, um jantar em forma de "pizzada" .



4º dia 31/03/2013: Domingo - Passeio leve de apenas meio período, aonde iremos conhecer a Cachoeira do Lago Azul, local aonde poderemos apreciar o belíssimo poço com uma coloração azul e, muitas opções para banhos. Logo após, iremos conhecer a Represa do Vale dom Codó, local muito interessante devido à engenharia empregada no local e, com um visual magnífico para fotografias. Almoço em restaurante na cidade.

INVESTIMENTO:

a) Associados em dia com anuidade: R$ 780, 00 ou 3 parcela de R$ 260,00.

b) Não Associados:R$ 830,00 ou 3 parcelas de R$ 290,00.



ATENÇÃO: Até o dia 09/03/2013, será concedido um desconto de R$30,00 ,para pagamento à vista com depósito na conta corrente da Associação.



O QUE ESTÁ INCLUIDO:

• Hospedagem: 3 pernoites com café da manhã – apartamentos duplos ou triplos no Hotel Paraíso. http://hotelparaiso.wordpress.com/hotel-paraiso-1/

• Transporte: O transporte será feito de ônibus fretado “Executivo”, equipado com toalete e ar condicionado.

• Fretamento de ônibus local para apoio no roteiro

• Alimentação: 02 jantares (sexta e sábado), 01 almoço (domingo), 02 lanches de trilha (sexta e Sábado).

• Seguro de trilha: Coberturas conforme condições gerais constantes no contrato de seguro.

• Guia Local: 3 roteiros cuidadosamente preparados com acompanhamento de condutores locais qualificados.

INSCRIÇÕES:

Enquanto houver vagas, pelo e-mail: acacs-sp@santiago.org.br informando: a) nome completo; b) CPF; c) RG; d) data de nascimento; e) tipo sanguíneo, f) telefone celular para contato, g) se já fez Caminho de Santiago, e h) se é vegetariano.

Somente serão consideradas inscritas as pessoas que tiverem efetuado o pagamento (Por favor, em 48 horas após a pré-reserva) e comprovado junto à secretaria da Associação. Caso contrário, a pré-reserva será cancelada, para atendimento de outros participantes.



FORMA DE PAGAMENTO:

Antes de efetuar qualquer pagamento, verifique a existência de vagas. Para o pagamento com cheque, cartão de crédito, ou cartão de débito somente na Sede da Associação ACACS-SP. No pagamento à vista, com depósito identificado bancário ou transferência na conta da associação, solicitamos enviar o comprovante, via fax (11 5549-6160) ou e-mail (acacs-sp@santiago.org.br).



CONDIÇÕES:

(1) Somente serão consideradas inscritas, as pessoas que tiverem efetuado o pagamento e comprovado o fato, junto à secretaria da Associação.

(2) Não havendo o preenchimento do número mínimo de vagas (25), a Associação se reserva o direito de cancelar a Caminhada Preparatória, devolvendo integralmente os valores recebidos, exceto nos casos de recebimento em cartão de crédito.

(3) Efetue o pagamento até 48 horas após a confirmação da disponibilidade da vaga, caso a ACACS não receba a confirmação do pagamento, efetuará o cancelamento, necessitando realizar uma nova inscrição (pré-reserva), se ainda houver disponibilidade de vagas.

(5) A programação está sujeita a adiamento / cancelamento, na hipótese de chuva forte que impeça a realização da caminhada.



CANCELAMENTOS E DEVOLUÇÕES

Será aceito o cancelamento de inscrições desde que feito com antecedência. Haverá restituição proporcional, nos seguintes percentuais:

- 90% caso o cancelamento ocorra até 10 dias antes da data da viagem;

- 80% caso o cancelamento ocorra entre o décimo (10º) dia e até 48 horas do início da viagem.

- 0% se o cancelamento ocorrer a 48 horas do início da viagem.

Caso no ato do cancelamento o usuário apresente um substituto, será aceita esta transferência de direitos, desde que feita antes de 48 horas do início da viagem(devido ao contrato de seguro), sem custos ou ressarcimentos.

O QUE LEVAR:

Mochila de ataque, roupa de banho para a piscina, um par de tênis ou botas de caminhadas (de preferência já amaciadas), cantil ou garrafinhas de água, roupas leves mais velhas (para molhar e sujar), chapéu de abas ou boné, capa de chuva, medicamentos pessoais, repelente, protetor solar, bastão de caminhada ou cajado, máquina fotográfica ou filmadora, troca de roupa para deixar no ônibus; maiôs ou shorts; par de chinelos; agasalho; saquinhos de lixo para colocar roupas e tênis molhados, na hora de voltar, e

Muita Disposição !!!!!!!!!



“Inscreva-se já! Vagas limitadas! Ajude-nos a transformar esta iniciativa em mais um sucesso. Venha caminhar conosco!”



________________________________________



domingo, 27 de janeiro de 2013

Itararé Se Levanta Com Cristina Ghizzi



Itararé se Levanta!


– Há buracos nas ruas de Itararé. Há buracos nos cofres públicos. Buracos nas falas pisadas de pessoas (inocentes inúteis) querendo defender o indefensável. Buracos nas memórias desgarradas, confianças sublimadas e significações dúbias. Muita moral esburacada. Emoções frustradas com graves buracos historiais de dezelo público. Buracos em derrotados egos inflamados sem qualquer norteamento ético. Por erros jurídicos e morais, por essas e outras, Itararé está, literalmente no buraco. Há um buraco na consciência cívica das pessoas ludibriadas. E os que lucraram com isso? Buracos de remorso. Há até hediondos críticos de ocasião querendo aparecer, opositores suspeitos com buracos na consciência. Almas vendidas que buracos têm? Itararé que foi a capital do trigo, capital do minério, capital do feijão, capital artístico-cultural da região, tornou-se por causa disso em 16 anos de más gestões, a capital dos buracos. Itararé precisa urgentemente deixar de ser a triste capital dos buracos. Só sairemos desse buraco histórico, vergonhoso para a politica e a sociedade, buraco financeiro e moral, de mãos dadas. De mãos limpas. Somando esforços, somando e ideias, unindo princípios de norteamento construtivista qualitativo. Atacando uns e outros, sem vezo historial e conhecimento de atos e fatos, inclusive jurídico-legais, afundaremos ainda mais. Itararé se levanta e todos nós nos levantaremos, por amor à Itararé. Juntos faremos história. Separados, joio e trigo se parecerão, e a cidade perderá com brigas de irrazões e interesses escusos de nefastos bastidores. Separados, divididos, perderemos para nós mesmos. A Alma Itarareense sabe que a esperança é a inteligência da vida. A batalha é nossa mas o povo é razão. Itararé para quem ama Itararé. Os buracos, todos eles, são sequelas de quem não ama Itararé; só lucrou com nossas perdas e danos. Lucrou com esses buracos. Abaixo os buracos. Acima Itararé. Salve Itararé. SEMPRE HAVERÁ ITARARÉ. Todos por Itararé e Itararé por todos. Itararé, verás que os verdadeiros filhos teus não fogem à luta (Poetinha Silas e Clã dos Fanáticos Por Itararé) - WWW.itarare.com.br/silas.htm

sábado, 24 de novembro de 2012

Poema de Natal Itararé 2012


Poema de Natal 2012
“Infância, Canto e Dor”
Para Fatoumata Diawara (Cantora Malinesa)

Escrevo porque tenho a necessidade de cantar.
Entre os beduínos, o homem que conduz os camelos, quando está só no deserto,
Ele canta. Eu estou lá.
Eu estou só e canto sobre a vida, sobre mim.
Outros vão escutar e, talvez, cantar também...
(Poeta Árabe Khalid Al-Maaly)

Começaste a cantar nas ruas, para recolher migalhas
Para colocar comida em casa – Eras uma criança
Cantavas em casamentos, batizados, becos de sombras, pontas de ruas, e dizias:
-Gente, eu Canto porque tenho fome...
Perdoem se meu canto é rude e primário e amargo e triste.
Se minha dor entrar em transe, e meu canto for melancólico, perdoem
Minha mãe meus irmãos precisam comer...
(Eu poderia morrer – sobraria mais comida pra todos eles
Mas, quem os sustentaria com o canto triste, feito um pardal rueiro?)
Ainda muito criança de tudo, cantaste nas ruas
Nas praças; a voz de inicio fraca como uma taquara rachada
Mas a dor engrossa a voz, afina a alma, tange a tristice. E os sentimentos  rompem como um canto da Terra de Guilgamesh
Olhem meus olhos. São tristes. Olhem minha cara. Tenho cara de pobre? Pois eu sou pobre.
Minha infância, meu canto, minha voz soando nos corações, o que diz?
Meus olhos às vezes ficam marejados quando eu canto.
(As pessoas não compreendem a dor que eu sinto.
Sou eu essa voz, essa dor, esse canto.)
Uma criança canta para a família não morrer de fome.
Não tenho dinheiro nem para alugar um simples tambor barato que me acompanhe feito um coração serelepe.
Não tenho forças nem para bater palmas com o meu cantar
Não tenho muita força nem para me manter em pé, me sustentar. Sou uma criança...
Mas é o meu canto que me segura; minha voz sustenta meu corpo fraco
Sou todo eu, essa voz que vocês ouvem
(Mas alguns me olham detravessado
Alguns se repugnam, como se eu fosse uma criança leprosa
Alguns têm medo da minha tristeza e da minha miséria
Mas eu sou só uma criança pobre de rua que canta)
Perdoem meu canto, minha dor de existir; preciso levar algumas moedas para casa
Para podemos louvar a Deus antes do prato de sopa de pedras
Perdoem se minhas lágrimas estão nos meus cantos, nas minhas vestes simples, nas minhas palavras...
Não posso nem dançar uma dança tribal; eu morreria de cansado, eu não teria forçar para sobreviver cantando e dançando
Então eu danço com a voz; perdoem o tambor do meu coração sofrido
Perdoem se eu sou uma criança com fome que canta
Levem meu Canto para onde forem. Suas casas, palácios, igrejas e clubes.
E cantem vossos cantos por mim também, em meu nome, em nome daqueles que vocês adornam no presépio elétrico...
Todos os dias as pessoas se afastam da religião e vão em busca de um Deus verdadeiro
Mas eu tenho fome, e tenho sede – e preciso das migalhas que caem das mesas de vocês...
Se vocês puderem me ajudar; seu não tiver atrapalhando o comércio e o lucro de vocês (e os deuses de vocês - e as guerras de vocês)
Sei que às vezes para os sábios, a fé remove religião, mas a única religião deveria ser o amor...
Mas, o que uma criança pode entender, se não só cantar a sua angústia, a sua opressão, a sua dor; a dor que lhe deram
E precisa se sustentar nessa dor para sobreviver
E levar alguns tostões para casa. E dizer à mãe abandonada; e dizer aos irmãos humildes e esperançosos: -Eis o meu suor, eis a minha dor, eis o meu sangue...
Comei e bebei de mim, de minha dor, de meu amor, de minha fé.

E todos se alimentarão do meu canto em sangue. E do meu amor lavrado de cantagonias...
-0-
Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, Cidade Poema


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ELEIÇÕES EM ITARARÉ; CENSURA NA IMPRENSA LOCAL



ARTIGO CENSURADO PELO JORNAL O GUARANI DE ITARARÉ-SP, 19/10/2012:

________________

Itararé: Eleições, manifestações e a democracia, uma análise. por Luis Felipe M. de Genaro.

Após as eleições municipais, na última semana que se passou, aprendi diversas lições que levarei para o resto da minha vida como cidadão. Enumerar cada uma delas seria friamente impossível, elas mesclam-se com diversos sentimentos no âmago do meu ser. Mas tentarei ser breve e conciso ao discorrê-las para vocês, caros leitores. Após o sábado dia 06, de carreatas e passeatas dos quatro candidatos, confesso que estive presente protestando e gritando “não” para muitos que falsamente me cumprimentaram, seja de cima de seus tratores, carros ou caminhões. Disse não em alto e bom som, mesmo abafado pelas incessantes buzinas. Disse não, pois se fazia necessário que alguém em meio à multidão dissesse “não”. Os ânimos já estavam à flor da pele! Neste meio tempo, do sábado para o domingo, a capacidade de pensar, os interesses e a luta – nunca em vão – de muitos, foi posta em xeque. Afinal de contas, fomos todos às urnas eleger um novo candidato a prefeito municipal. O dia foi de tensão. Uns almejavam a mudança plena, outros a continuidade. De uma maneira quase fúnebre, aqueles que almejaram a mudança, deitaram-se aos prantos, em luto. Uma pequena – mas decisiva – parcela da população itarareense havia escolhido a continuidade, e os outros 65% a engoliram.

Muitos acordaram na segunda-feira, dia 08, sem ânimo para nada. Afinal, sabíamos que o futuro e o destino de nosso município tinham sido jogados no lixo da maneira mais incoerente possível. A sensação de impotência era visível na face das diversas pessoas que encontrei pelo caminho, pessoas que eu sabia que estavam de luto (algumas fizeram questão de se expor usando pedaços de pano preto enrolados no braço ou na cabeça). Itararé tinha morrido nas urnas, pensávamos. Foi então que refleti: a cidade enfrentava naquele momento uma crise política – e identitária – sem precedentes. Os mais prejudicados pela reeleição não éramos nós, leitores, esclarecidos e estudados. Os mais prejudicados eram, continuam e continuarão sendo, as crianças sem merenda ou material escolar, os moribundos sem médicos e remédios encostados na Santa Casa, os idosos no Asilo, jogados às traças, os professores sem avanços qualitativos em suas profissões, os moradores próximos aos esgotos em céu aberto e ruas esburacadas, e o velho proletário das periferias e vilas, alienado pelos grandes ilusionistas da politicagem. Eu almejava ver o Anfiteatro, que carrega o nome de meu honrado bisavô, Sylvio Machado, totalmente construído. Livros novos para a Biblioteca Municipal, computadores novos, novos jardins e praças, remédios e rápidos atendimentos, muito mais cultura e educação. Praticamente inexistentes em Itararé.

Foi então que naquela mesma segunda-feira, em recesso de minha faculdade, soube que alguns inconformados – assim como eu – estavam organizando uma passeata fúnebre, apartidária e pacífica. Em poucas horas, a informação espalhou-se como fogo em um terreno seco. Muitos de nós começamos a sentir que aquela sensação de impotência começava a se dissipar de nossos preocupados corações. A noite então chegou. O povo então se reuniu na Praça Matriz. Cada passo dado pelos quase trezentos participantes, a cidade parecia revigorar-se da ressaca do dia anterior. Velas, cartazes com dizeres inteligentes e implicitamente acusativos, um caixão simbolizando Itararé, e dezenas de indivíduos inconformados marcharam até a Câmara Municipal, também lotada. Simbolicamente, Itararé chacoalhou-se. Muitos reacionários criticaram o movimento como sendo a “morte da democracia”. Afinal, o que eram aquelas pessoas vestidas de preto? Quanta bobagem, não? Deixe-me contar uma pequena historinha: durante séculos, internacional ou regionalmente, regimes e sistemas de governo, quando não apaziguados ou moldados pelas poderosas mãos de grupos de interesse econômico ou religiosos, foram derrubados pela força do povo, de intelectuais dispostos e cidadãos conscientes. Aqueles que, de uma maneira quase estúpida, afirmaram que a democracia havia morrido naquela noite, não sabiam o que falavam – ou tentavam não saber. A república democrática deve ser “do povo, pelo povo e para o povo”, afirmou certa vez o estadista norte-americano Abraham Lincoln. Obviamente, em nosso município, as coisas não funcionam dessa maneira. A maioria estava, e continua insatisfeita!

Não somente eu como muitos outros eleitores se moveram. E no desenrolar da semana, as vozes revoltosas sufocaram as ações medíocres – principalmente virtuais e impressas – de um povo manipulado, e de uma elite parasitária legitimadora, em desespero e sem argumentos, a não ser o próprio e visível interesse. No último final de semana muito se concretizou. A reeleição era uma infeliz realidade. Os conflitos ideológicos que ela gerou entre amigos e familiares, com toda certeza já existiam, no entanto, estavam adormecidos. Com violência, foram expostos ao relento. Pensemos então: se até o dia 31 de Dezembro, nenhum dos processos jurídicos – “fardos” de nosso atual representante – se concretizarem na esfera judiciária, logo executiva, não comecem a rir ou estourem litros de champanhe. Os inconformados, os revoltos e aqueles que estão de luto, ainda estão aqui. E continuaremos por aqui! Deixo para vocês uma impactante frase de um dos mais importantes escritores e juristas brasileiros, Rui Barbosa de Oliveira: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Interessante como uma frase se encaixa em tantos momentos e contextos históricos, não é mesmo?

sábado, 18 de agosto de 2012

Desvairados Inutensilios, Livro de Poemas do Cyber Poeta Silas Correa Leite

Pequena Resenha Crítica






Livro “DESVAIRADOS INUTENSILIOS” do Cyber Poeta Silas Correa Leite

Todas essas criaturas a que chamas animadas,

como aquelas a que negas a vida, sem razão

melhor do que a de não as veres em ação – todas

essas criaturas têm, em grau maior ou menor,

capacidade para o prazer a dor; mas a soma geral

de suas sensações, é, precisamente, aquele total

de felicidade que pertence de direito ao ser divino,

quando concentrado em si mesmo. Edgar Allan Poe



“DESVAIRADOS INUTENSILIOS”, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, é o novo livro de poemas de Silas Correa Leite, o Cyber Poeta tachado pelo site Capitu de “O Neomaldito da Web” (o autor está em mais de 800 links da net), que no programa “Provocações”, do Antonio Abujamra, da TV Cultura de São Paulo, exprimindo sua latente poética da tristeza, disse que “corta os pulsos com poemas”; também disse que se sente um “E.T.” entre nosotros, e que, “como a vida não lhe deu limões, fez limonadas de lágrimas”. Pois os poemas da safra desta nova obra, ““Desvairados Inutensílios””, tem todas essas lágrimas em contracorrentes, têm esses ácidos multiformes, essas sutilezas esplendentes, mais catarses, onirismos, surtos-circuitos, correntezas hilárias, delírios, irrazões, errações e ousadas experimentações, próprio do estilo do autor.

Humor ora discreto, ora rompante, quando não plangente, ou mesmo curto e grosso. Humor e brevidade, bem próprio desses nossos tempos de correria (e tantas infovias efêmeras) e amarguras. Galhofa, ironia, na linha de Oswald de Andrade (poeta da semana da arte moderna), com invencionices, desvarios, inutensílios, e, claro, dissonâncias de acordes breves. Tudo a ver.

Minimalista? Neoconcreto aqui e ali. Há ainda o dizer no desdizer, ficando a vertente no implícito, o pulso no tácito, o dizer (fazer poético) obliquo, a palo seco. Haiquases, sim. Acordes dissonantes na linha do seu feitio, tipo “Silas e suas siladas”. Conflitos com filtros (olhos obtusos), briancanças verseiras, twitter-poemas até. O nada-que-é-tudo serpenteando versos ridentes, risadores. O clic e salta o verbo: insights, iras certeiras. Já pensou? Inventando o inexistente, o olho mágico é do poeta ou de sua cetra parideira de poemetos, feito uma metralhadora dialética? O Poeta Silas não oscila seu deleite derramado.

Tem seu espiral de haikais e tankas diferenciados. Alinhava suas tessituras – no “tear do silencial de ‘mins’ e h2outros” como muito bem diz ele – feito até, por que não, um antipoema que ainda é, assim e por isso mesmo, também, poesia pura. Ou, vá lá, impura como jojobas ácidas. Guloseimas ocres. Fios (fiações) literais vários, meio neozen, meio Pessoa, Drummond, Bandeira, Maiakovski, Bertold Brecht, Frederico Garcia Lorca, José Saramago, Robert Bob Dylan Zimermam. Será o impossível? Ai de ti Babilônia Bandeirantes. Ou a Neverland Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, a terra-mãe do autor, que a canta em verso e prosa e baladas and blues. Poesias com in/fluências várias, meteoritos-maroteiros. Bulbos letrais.

Marotices literárias. Ler, rir, curtir. Sentir. Bijuterias com alguma angústia-vívere, mais a solidão-albatroz, um certo medo-coisa, disparates, instante-trevas (luz). Bulbos-surtos-circutos portanto. Lacre e limo. Lume e húmus. Humor e técnica de aproximação com a lucidez-loucura. Chorumes e a tal da bendita (maldita) antilira. Niilismo. Pode uma coisa dessa? “Desvairados Inutensílios” é isso: pós-Porta-Lapsos (o último livro de poemas do autor), sendo um boêmico tabuleiro de mixórdias letrais mesmo, avessos de reversos, experimentações cítricas, quando não pan poesia.

Pensadilhos? Pensamentos trocadilhos, diz ele. Pensagens? Pensamentos mensagens, diz ele, com seus tantos neologismos do arco da velha. Melhor morrer de overdose de poesia do que de normalidades hipócritas? Antes sóbrio do que mal acompanhado, trocadilha o autor, muito bom nisso, textificando ócios do oficio de tentar ser um Ser. Não é fácil. Escrever poesia é extra/vazar o lume neutro de fugas, ilhas movediças, facas cegas em palavreiros. Poemas letras de rock. Poemas histórias em quadrinhos. Mas poemas bem contemporâneos.

A faca é cega mas ainda corta, diz a balada.

Os entrecortes epigramáticos – a faca nos dentes - nos entremeios (e entreveros) poéticos tem tudo a ver com o que cria o Cyber Poeta Silas Correa Leite, já elogiado por Moacyr Scliar, Álvaro Alves de Faria (que já o entrevistou duas vezes na Rádio Jovem Pan), Ignácio de Loyola Brandão, João Silvério Trevisan, Rodrigo de Souza Leão, Sergio Vaz, Antonio Miranda, Plínio Marcos, Marcelino Freire, Elio Gaspari, Pedro Maciel, Miltom Hatoum, Antonio Cabrita (Moçambique, África), e outros.

Ítalo Calvino disse “O homem contemporâneo é dividido, mutilado, incompleto, hostil a si mesmo: Marx o chama de alienado, Freud de reprimido; um estado de harmonia antigo foi perdido, aspiramos a uma nova totalidade” A poesia do Cyber Poeta Silas Correa Leite muito bem – e ainda filósofo-irônico - exprime (e agoniza?) isso. Tempos tenebrosos. Ser Humano é uma desnatureza que deu errado?

Poesilhas: pois é: lendo o poeta você vê (sente) uma espécie assim de ‘ilha de edição’ – prisioneiro de sua própria existencialização? - que é o seu contundente fazer poético de louco desvarrido; com seus poemas atirados como se em garrafas vazias pedindo socorro, resgate, rumo, âncora, casa, paz, lar. Feito um Homero sonhando uma Itararezinha que talvez só existe mesmo em sua cabeça, em sua imaginação.

Habemus o cyber poeta a ferro e fogo, cerveja e enxofre, mas, ainda assim e por isso mesmo, seu mosaico lustral no livro de poemas “DESVAIRADOS INUTENSILIOS”. Salve-se quem puder. Periga LER

-0-

Antonio T. Gonçalves, São Paulo, 2012

Jornalista e Professor Universitário



http://cavalosselvagens.wordpress.com/



Curriculum em Inglês do Cyber Poeta de Itararé, Silas Correa Leite

SILAS CORREA LIETE, CYBER POET, ITARARÉ-CITY, SÃO PAULO, BRASIL







Educator, Journalist and Community Advisor on Human Rights, began writing at age 16 in the newspaper "O Guarani" Itararé-SP. He did Law and Geography, is Education Specialist (Mackenzie), with university extension in Literature in Communication (ECA). Author among others of "Port-lapses," poems, All-Publishing Print (SP) and "Wheatfield With Crows," Tales, Design Publishing (SC), the work finalist award Telecom, Portugal 2007, and "The Man Who Beer became "hilarious chronicles of a bohemian poet, book Prize winner Valdeck Almeida de Jesus, Bahia Salvador, 2009, Chalk Editorial, SP. Your e-book success "The Rhino Clarice", eleven fictions, each with three finals, one happy, one of tragedy and a third end politically incorrect to be a pioneer, was featured in the media as the ESP, Jornal da Tarde Folha de SP, People's Daily, Time Magazine, To Sir With Love Magazine, Kalunga Magazine, Web Magazine, My Journal (RJ). and also on the network television program "Metropolis" / TV Cultura; Network Band / Program "Cultural Moment"; 21 Network Program "In Berlinda" Program "Provocations", TV Cultura / Abujamra Antonio. Because it is unique in its kind and the first book of interactive World Wide Web, was recommended as required reading in the article "Virtual Language" in the Master of "Science of Language" at the University of Southern SC. It doctoral thesis at the Federal University of Alagoas ("hypertextuality, The Book After the Book"). Academic text on the link: http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197. Awarded the Paul Contests Leminski Tales, Tales of Ignatius Loyola Brandão, Lygia Fagundes Telles For Teacher Writer, Nobel Library Andrade (Poetry About SP), Literal Award Foundation (Petrobras), Piaget Institute Award (Lisbon, Portugal / Songbook Children and Youth; Award Links Club / Community Lusíada International, Winner of the First National Exhibition of stories of Fishermen (USP), Symmetry Fictions and Fantasy Award, Portugal (Microconto). consists of nearly 600 sites such as ESP, Noblat, Mail Brazil, Plant Letters, Daniel Pizza, Wikipedia, Press Centre, Rereading, Cronopios, Apprentice, Pedagogue Brazil, Journal of Poetry Gathering, Italy, Storm Magazine (Portugal), Y Actualidad Policy (Argentina), Poets of the World (Chile), and other , including in Africa. Published in over 100 anthologies, even abroad, as Multilingual Anthology of Contemporary Letteratura, Trento, Italy; Cristhmas Anthology, Ohio and Poetry Magazine Where / Foundation Bib. National (Year 2000). E- Email: poesilas@terra.com.br-Site: www.itarare.com.br / silas.htm - Blog: www.portas-lapsos.zip.net chosen one of the best of UOL in 2011. - Books DOOR-lapses WHEAT FIELD and POEMS WITH CROWS, Tales Winners, for sale on site WWW.livrariacultura.com.br



Almanaque Itararé, do Cyber Poeta Silas Correa Leite





“Almanaque Itararé 2012”

Edição de Aniversário de Itararé, 28/08/12

“Pirulito que bate bate

Pirulito que já bateu

Lua de Itararé tem arremate

Que foi o Poeta Pedro Ribeiro Pinto quem deu”

(Poetinha Silas, Anos 70)

***

Ia indo prum caminho

Encontrei a Vica e o Jesus Casado

Fui ver o que tinha dentro

Era o meu Reino Encantado

(Zé Maria de Santa Cruz dos Lopes)

***

Fui no Rio Caiçara

Buscar Cipó e gabiroba

Voltei com a algibeira cheia

E a alma com estrelas de sobra

(Lucas Ferreira, O Melhor Candidato a Candidato a Futuro Prefeito de Itararé)

***

ITARARÉ, CIDADE POEMA, SONHAR PODE

1-)O tombamento do patrimônio histórico que são as ruas de cacau quebrado (paralelepípedos) de Itararé

2-)Despoluição do Rio Itararé, do Rio Caiçara, do Rio da Prata, do Córrego Tatit

3-)A maioria dos componentes da atual Câmara de Vereadores de Itararé, Palácio Vadico, não ser reeleita

4-)Itararé virar oficialmente Estância Turística, chamada Estância Boêmia de Itararé (Ideia do Poetinha Silas de 1968/Jornal O Guarani)

5-)Não termos mais vereadores com nome de animais envergonhando Itararé.

6-)Eventos de Inverno, de Campos de Jordão, também se apresentarem oficialmente e no calendário cultural de Itararé

7-)Itararé ter uma Escola Técnica Federal e também uma Universidade Federal

8-)Outras empresas de ônibus atuando na região do Ramal Rodoviário de Itararé, para ter uma concorrência leal, transparente, termos preços justos nas passagens, e também termos melhores prestações de serviços

9-)A Policia Federal ter uma sede oficial na divisa da Barreira, São Paulo/Paraná

10-) Itararé ter um Memorial Família Janson, com o importante e histórico acervo todo da família.

(Todos Nós, Fanáticos Por Itararé)

APONTAMENTOS DA HISTÓRIA POPULAR DE ITARARÉ (CAUSO)

O Governador Carvalho Pinto veio de baita avião visitar Itararé, nos idos dos Anos 60, Festa do Trigo. Pousou no terral vermelho do campo de aviação improvisado na Serraria do Sguário, alto da cidade, com um pó só. Lotou de gente. O Governador Carvalho Pinto, o melhor governador para Itararé, que mais ajudou Itararé, desceu do da aeronave, todo pimpão.

A mulherada gritava “Carvalho! Carvalho! Carvalho!”

Os homens não gritavam nada

(Captada pelo Poetinha Silas que era piá de tudo e lá estava de mãos dadas com o pai dele)

E só queríamos saber

( )-Quem poluiu impunemente o Rio Caiçara?

( )-Quem poluiu impunemente o Rio Itararé?

Série TOP 10

O Sonho de Todo Itarareense

1)-Era ver os 3 piores Prefeitos de Itararé condenados e presos

2)-Casar com a filha do Mister Cofesa, Gumercindo

3)-Passar Itararé para o Estado do Paraná

4)-Ver o Clube Atlético Fronteira disputar a Segunda Divisão de Futebol

5)-Ter um Canal de TV a cabo de Itararé, a TV “Boêmia” de Itararé

6)-Ver de volta a malha da linha férrea de Itararé

7)-Ter um Balneário Turístico com total infraestrutura no Rio Verde

8)-Eleger o Lucas Ferreira Prefeito de Itararé

9)-Ter uma Sinagoga e uma Mesquita em Itararé

10)-Ter no Parque Ecológico da Gruta das Andorinhas Bentas, um Muro Ecumênico de Orações

POEMA

Batalha de Itararé



Getúlio bate à porta de Itararé

Cidade de divisa; todo pimpão

E pede que os soldados constitucionalistas deem no pira

Sob a mira de aviões

E de canhões



Os soldados paulistas mandaram-no peidar nágua

Que podia ser ali mesmo no rio Itararé

As tropas dos gaúchos cheias de bugres, emboabas e biscates

E Itararé bombardeada

Ferindo bem a paulistada



Então o Presidente Café com Leite renunciou

E era bem 24 de outubro de 1930

Getulio passou por Itararé de trem feito um relâmpio, um fuzilo

Foi amarrar seu burro no obelisco do Rio de Janeiro

Já festeiro



Itararé ficou com a baita fama

Da batalha que não “haveu”

Das trincheiras da legalidade pouca coisa realmente restou

A não ser cadáveres de gaúchos e paulistas

E mais sangue na bandeira de treze listras...



A história do Brasil passa por Itararé

A cavalo, com a gauchada

E então a cidade de divisa ficou marcada

Enquanto Getulio Vargas e a cupinchada

Implantava o Estado Novo de pouca ética e pouca fé



Depois Getúlio de consciência pesada se matou

Itararé várias vezes reconstruída, levantada

Carregou contra o caudilho tanta mágoa

Que quando a gente o vê na repaginação da história

Para reforçar nosso amor por Itararé, nossa honra e nossa glória

Ainda manda o Getúlio Vargas peidar nágua!

-0- Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes, Estância Boêmia

OS DEZ MAIS BRILHANTES CIDADÃOS DE ITARARÉ

1)-Jorge Chueri 2)-Maestro Gaya 3)-Angelo Ghizzi 4)-Paulo Rolim 5)-Walter Menk 6)-Vereador Vadico 7)-Palhaço Ismael Vaz Cordeiro (Cordeirinho) 8)-Luiz Barco 9)-Peri Fiuza 10)-Craque Ulisses

OS DEZ BOEMIOS MAIS FAMOSOS DE ITARARÉ

1)-Jorge Chueri 2)-Fernando Milcores 3)-Tanaka 4)-Teleco Sete Cordas 5)-Tepa Ospedal 6)-Turibio Fiuza 7)-Marquinho Carvão 8)-Alfredinho Merege 9)-Lupe Luciano 10)-Mário Andrade

AS DEZ MELHORES COISAS DE ITARARÉ

1)-Jorge Chueri 2)-Rua XV de Novembro 3)-Barreira/Parque Ecológico da Gruta das Andorinhas Bentas 4)-Balneário do Rio Verde/Rio da Vaca 5)-Artistas de Itararé 6)-Literatos de Itararé 7)-Família Tatit 8)-Imigrantes e descendentes de imigrantes de Itararé 9)-Boêmios (Fauna notívaga histórica) de Itararé 10)-Historial de Itararé (a história que toda cidade gostaria de ter)

VOZES DE ITARARÉ

1)-Aristeu de Itararé, nosso Sabiá-Mor, “The Vox” 2)-Jaquelin 3)-Albany 4)-Reinaldo 5)-Neco Marcondes 6)-Marlene 7)-Rogéria Holtz 8)Regina Tatit 9)-Jorinha 10)-Mauro Vieira

DEZ MELHORES MUSICOS DE ITARARÉ

1)-Lindolfo Gaya (Maestro Dudu Gaya) 2)-Nenê Bíglia 3)-Osvaldo Bodo 4)-Gumercindo da Banda 5)-Paschoal Melilo 6)-Jare Beltrão dos Santos 8)-Ataliba do Acordeom 9)-Elcir Melo 10)-Izzo Ferraz

OS DEZ ELHORES “POINTS” POPS DE ITARARÉ

1)-Praça Coronel Jordão 2)-Igreja Matriz Catedral de Lírios/Nossa Senhora da Conceição 3)-Rua XV de Novembro 4)-Gruta da Barreira 5)-Estação Ferroviária de Itararé (Parque Centenário de Festividades) 6)-Balneário do Rio Verde 7)-Clube Atlético fronteira 8)-Palácio Vadico (Prédio da Câmara de Vereadores) 9)-Cofesa Matrix 10)-Rádio Clube de Itararé

OS MELHORES BARES DE ITARARÉ

1)-Biribas Blues Bar 2)-Bar do Tepa 3)-Topitó 4)-Bar XV 5)-Bar do Seu Domingos/Medrado 6)-Bar POP 7)-Bar do Rui 8)-Bar do Sansão 9)-Cabanas 10)-Bar do Dico

OS DEZ MAIORES E MELHORES ARTISTAS QUE VIERAM PARA ITARARÉ

1)-Turma da Jovem Guarda (Anos 60/Praça Coronel Jordão)

2)-Roberto Carlos (Primeirão/Gestão Aylton de Jesus Bentos)

3)-Moacyr Franco

4)-Fábio Jr

5)-Roupa Nova

6)-Osvaldo Montenegro

7)-Noite Ilustrada

8)-Chitãozinho e Xororo

9)Francisco Petrônio

10)-Vanusa

OS DEZ MELHORES COLUNISTAS DE JORNAIS LOCAIS

1)-Lucas Ferreira 2)-Mario Padiel Chaves 3)-Samuel Barbosa 4)-Helio Porto 5)-Gatão/Ávila/Antonio Vinicius Lages 6)-Terezinha Iluminada 7)Eunice Brito Tatit 8)-Aneor Peres Gusmão 9)-Marcos Chunda 10)-Paulo Rolim

AS DEZ MAIORES “SAUDADES’ POPULARES DE ITARARÉ

1)Sodinha do Vilela (a preferida, sodinha de abacaxi)

2)-Pinga do FRITZ

3)-Jesus Casado

4)-Vereador João Feijão (Doava todo o recebido no legislativo municipal para obras de caridade de Itararé)

5)-Craque Foguetão

6)-Craque Gainha

7)-Veio Biscoiteiro

8)-Tenente do Ponto Primavera

9)-Romero

10)-Maé da Pêdra

OS DEZ PIORES PROBLEMAS DE ITARARÉ

1)-Falta de Indústrias

2)-Falta de Investimentos na Cultura, nossa maior riqueza

3)-Falta terminar o Teatro Sylvio Machado

4)-Falta de serviços diretos e corretos da SABESP

5)-Falta do Museu das Revoluções de Itararé

6)-Falta de opções saudáveis (cultura, esporte, etc.) para a infância e juventude

7)-Falte de preservar os patrimônios públicos, inclusive e principalmente os históricos

8)-Falta de um oficial Coral Municipal Românticos de Itararé

9)-Falta de repeito com o cidadão contribuinte

10)-Falta de um Centro de Iniciação Esportiva e Artística

AS DEZ MELHORES MULHERES DOS MAIS DE CEM ANOS DE ITARARÉ

01)-Lázara Aparecida Fogaça Bandoni

02)-Terezinha Iluminada M. Mello

03)-Celeste Bizarro

04)-Eunice Brito Tatit

05)-Márcia Morshel

06)-Cida Bíglia

07)-Áurea Andrade

08)-Rogéria Holtz

09)-Regina Tatit

10)-Vereadora Cristina Ghizzi

POEMA

Itararé das Revoluções

Revoluções históricas do Brasil passaram por Itararé, cidade de divisa

E quiseram destruir Itararé; nosso rincão amado, nossa terra-mãe

Mas Itararé não pode nunca ser destruída. Sempre haverá Itararé

Cada andorinha-Itarareense será essa nossa Itararé alada, esse pavilhão

Por onde for

Com sua bandeira na alma, o DNA no coração e seu esplendente amor



Itararé, Trincheiras da Legalidade, nossa pitoresca aldeia bucólica

Uma tribo espiritual de sementes escolhidas, boêmios, trovadores

Canhões bombardearam Itararé – onde estão esses canhões agora?

Itararé permanece como constelação, garra, muito viço em seu louvor

Por onde for

Casa Itarareense será a prova desta Itararé e de seu imenso valor



Cantamos, fazemos música, somos festeiros. Santa Itararé das Artes

Nossas lágrimas são nossos rios; nossas esperanças somam-se aos sonhos

Nas searas construímos; nas batalhas somos os que não fogem a luta

Por onde for

Cada Itarareense com sua alma-nau de Itararé será dela um portador



Longe de Itararé é um lugar que não existe: Itararé é nosso espírito

De celebração a vida, à arte, e ressurgirmos porque brilhamos, e Itararé

Está onde estivermos, e onde nos encontrarmos e falarmos deste amor

Encantador

Uma eterna Itararé estará em nós como um encantário de luz e fulgor!

Silas Correa Leite, Fanático Por Itararé (Poema da Série “Eram os Deuses Itarareenses?)















Montagem: Poetinha Silas, Kid Lirio, Bastião Querosene, Amir Porora, Barão do Caiçara, Maria Cebola, e outros. Elogios, criticas, reclamações, torpedos: artistasdeitarare@bol.com.br – WWW.itarare.com.br